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Brasil

Após oxigênio, mais de cem médicos da Venezuela se oferecem para ajudar Manaus

Ministro de Relações Exteriores do país anunciou que profissionais de saúde se apresentaram na sexta ao consulado venezuelano em Boa Vista, Roraima

[Após oxigênio, mais de cem médicos da Venezuela se oferecem para ajudar Manaus]
Foto : Márcio James/Amazônia Real

Por Matheus Simoni no dia 16 de Janeiro de 2021 ⋅ 16:30

Pelo menos 107 médicos graduados na Venezuela se ofereceram para ajudar Manaus, que vive semana de colapso do sistema de saúde com falta de oxigênio para suprir a demanda de internações por Covid-19 no Amazonas. A informação foi anunciada hoje (16) pelo ministro de Relações Exteriores do país, Jorge Arreaza.

De acordo com o anúncio, os mais de cem profissionais partem da Associação dos Médicos Formados no Exterior (Amfex) e se apresentaram na sexta ao consulado venezuelano em Boa Vista, Roraima, para ajudar no atendimento médico aos pacientes acometidos pelo coronavírus no Amazonas.

A brigada, que conta com médicos brasileiros e venezuelanos formados na Universidade de Caracas, Venezuela, enviou documento ao governador Wilson Lima (PSC) ainda na sexta-feira (15). No documento, o grupo afirma que “107 médicos residentes no Brasil estão à inteira disposição para prestar o apoio que seja necessário para nessa luta contra o coronavírus e a favor da vida humana”.

A colaboração do país vizinho vem após o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, orientar que sua diplomacia atendesse ao pedido do governo do Amazonas para liberar uma carga de oxigênio hospitalar da White Martins produzida no país. O governador do Amazonas, Wilson Lima, disse que a Venezuela foi o único país a se prontificar a ajudar o Estado na crise falta de oxigênio.

Além da colaboração dos profissionais da saúde, o ministro chavista também comunicou que informou ao governador do Amazonas que neste sábado os primeiros caminhões de cilindro com milhares de litros de oxigênio saem da fábrica do SIDOR, em Puerto Ordaz, para Manaus.

A cidade de Puerto Ordaz, na Venezuela, fica a 1.580 quilômetros da capital manauara. Ainda não há estimativas de quando essa carga chegará ao Brasil.
 

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