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Brasil

Roberto DaMatta avalia impacto do coronavírus e critica Bolsonaro por sabotar vacinação

Antropólogo comenta escolha por representantes políticos e como o vírus atingiu a sociedade

[Roberto DaMatta avalia impacto do coronavírus e critica Bolsonaro por sabotar vacinação]
Foto : Metropress

Por Matheus Simoni no dia 15 de Fevereiro de 2021 ⋅ 09:49


O antropólogo e historiador Roberto DaMatta comentou o impacto do coronavírus na sociedade e como a proliferação dele prejudica uma retomada mais eficaz da normalidade. Em entrevista a Mário Kertész hoje (15), durante o Jornal da Bahia no Ar da Rádio Metrópole, ele afirmou que a evolução gradativa do vírus é sinônimo de preocupação.

"Esse víruszinho, esse carinha, é vivo. É tão vivo quanto nós. O que Darwin e os outros biólogos demonstraram é que um ser vivo procura a sua sobrevivência. Quanto mais ele se reproduz, cada cepa é uma vitória. A leitura é essa. Cada cepa é uma linhagem. Cada filho que foi a algum lugar, enfrentou os problemas e sobreviveu", disse o antropólogo.

"Cada vez que você tem uma reprodução do vírus, você tem uma demonstração da fragilidade de certas vacinas. Pode chegar a um ponto que a gente tem que inventar a vacina e como vai fazer? Esse bichinho veio para ser dominante? Aí não vai chegar o momento do carnaval de tirar as máscaras", afirmou.

DaMatta criticou a postura do governo federal diante da pandemia e classificou o presidente Jair Bolsonaro como um entrave na luta contra o vírus. "A vacinação tinha que ser em massa. Deveria ser negociada de maneira muito mais inteligente e racional. O presidente da República sabota a vacina. Eu conheço pessoas que perderam um membro da família e até hoje acreditam que a eleição do Biden foi roubada e se recusam a usar máscara", declarou o professor.

Ele ainda falou sobre o papel da política em meio a essas crises no planeta. Na avaliação de DaMatta, a escolha de lideranças políticas precisa ser aliada a um entendimento único entre o povo e os governantes. "Temos que escolher melhor essas pessoas. Lamentavelmente não escolhas como a gente faz num jogo de futebol. A gente não escala presidente da República ou escala o Senado. São pessoas que entram na atividade política, ficam lá e aprendem coisas. O aprendizado brasileiro da política é um aprendizado que, do ponto de vista sociológico e histórico, é muito ruim", avaliou.  

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