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Mandetta afirma que a pandemia trará sequelas que irão perdurar: 'vamos levar décadas e mais décadas'

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Mandetta afirma que a pandemia trará sequelas que irão perdurar: 'vamos levar décadas e mais décadas'

Ex-ministro também exalta a capacidade de vacinação do SUS

Mandetta afirma que a pandemia trará sequelas que irão perdurar: 'vamos levar décadas e mais décadas'

Foto: Metropress

Por: Augusto Romeo no dia 19 de março de 2021 às 13:40

Luiz Henrique Mandetta, ex-ministro da saúde, falou sobre as dificuldades que o Brasil passará para se recuperar da pandemia do coronavírus. Em entrevista a José Eduardo hoje (19), durante o Jornal da Bahia no Ar da Rádio Metrópole, ele afirmou que o país sofrerá com graves sequelas: "Esse vírus ataca a sociedade".

Para Mandetta, "Essa doença vai deixar sequelas em todas as áreas da sociedade, nós vamos levar décadas e mais décadas para poder enfrentá-las. Se ele (Bolsonaro) demonstra total falta de liderança para enfrentar a fase aguda - onde o que está em jogo é viver ou morrer, onde nada é mais importante do que a vida - e se ele lidera essa fase jogando o 'jogo da morte', com esse tipo de expressão e essas análises todas que ele faz, imagina a incapacidade para fazer o ressurgimento das outras fases."

O ex-ministro da saúde também exaltou a capacidade de vacinação do SUS (Serviço Único de Saúde). "Os laboratórios foram oferecer (a vacina) pra o governo em agosto do ano passado. Os laboratórios queriam lançar no Brasil a vacina. Não é porque eles são bonzinhos: é porque o Brasil tem uma capacidade de vacinar, de botar vacina no braço, maior do que qualquer outro país. O Estados Unidos agora, com exército, marinha e aeronáutica, está comemorando que vacina 2 milhões de pessoas em um dia. O SUS já fez campanhas da gente vacinar 10 milhões de pessoas em um dia", afirmou Mandetta. 

Segundo o médico, se o governo houvesse agido com mais agilidade e eficiência, a situação seria diferente: "A vacina mostraria o seu efeito muito rápido porque seria aplicada em bloco. Então nós já poderíamos ter atingido 70% de vacinação e nós não iriamos estar passando por essa onda, em hipótese nenhuma, as empresas estariam reabertas e a gente estaria com a nossa vida de volta".

Finalizando a entrevista, Mandetta não abriu o jogo sobre se iria se candidatar ou não à presidência: "Ele (o vírus) ataca a política também. Você sabe que a política você tem que conversar com a pessoa olho. O foco todo agora é tentar controlar essa epidemia. Minha energia está muito voltada para essa mega crise humanitária. Uma parcela grande da sociedade está falando aí: 'vamos aumentar as opções do cardápio'. Eu acho que isso vai acabar acontecendo naturalmente. Se não for o meu nome que represente o homem sensato, o homem centrado, (...) capaz de unir esse país para ser uma nação, eu acho que vários nomes que estão aí podem fazer isso. O meu sempre esteve. (...) Todo brasileiro tem direito de colocar suas opiniões abertamente e, se for chamado, ser candidato. Eu tenho o direito. Dizer se esse direito vai se materializar, eu não sei", concluiu.

Veja a entrevista completa: