
Brasil
Pai contesta informação da PM de que filho foi morto por ser amigo de traficante
Estudante de radiologia foi morto quando estava a caminho do curso

Foto: Reprodução / Redes Sociais
O pai do estudante de radiologia Luiz Carlos Mendes Cerqueira Júnior, 23 anos, assassinado na noite de terça-feira próximo à Av. San Martin, contesta uma informação passada pela Polícia Militar (PM) de que o jovem foi morto por ser amigo de um traficante rival ao grupo suspeito de cometer o crime.
O pintor Luiz Carlos Cerqueira nega qualquer tipo de envolvimento do seu filho com traficantes ou outros marginais.
“Eu quero saber quem é que está trazendo essa informação de um jovem, negro, morar na favela, conviver em um meio onde a criminalidade é assustadora e passar sem que sequer diga bom dia, boa tarde, boa noite, que pode isso ser associado a amizade? O que é amizade? Amizade é comer, beber e dormir juntos. Isso é amizade. É eu estar em sua casa e você está em minha casa. Isso é amizade. Mas simplesmente pelo meu filho passar dar bom dia , boa tarde a quem quer que seja, isso o faz amigo da outra pessoa?”, questiona.
Luiz Carlos Júnior estava a caminho do curso de radiologia quando foi baleado pelas costas ao descer as escadas da Rua Pedro Araújo, na Fazenda Grande do Retiro. A escadaria liga o bairro à Avenida San Martin.
A Polícia Civil informou por meio de nota que a 3ª DH/BTS investigará o crime. Além da investigação do caso, o pai da vítima espera que seja esclarecida a informação da associação do filho com traficantes.
“O que eu espero da Polícia e da Justiça é que me tragam, primeiro, que eles estão acusando meu filho de associação com o crime, que eles me provem isso, que eles façam uma investigação séria e tragam isso e me provem. Se eles me provarem que meu filho era amigo de traficante, eu vou baixar a cabeça e vou pedir desculpas pra eles. Mas até onde todos nós que o conhecemos e toda a rua onde ele mora o conhece e sabe da personalidade de Luiz Carlos é de um menino manso, de um menino meigo e terminar dessa forma”, lamenta Luiz Carlos.
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