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Segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

Brasil

Braskem cancela participação na COP28 diante do risco de colapso de mina em Maceió

Parte da cidade alagoana está sob risco de desabamento

Braskem cancela participação na COP28 diante do risco de colapso de mina em Maceió

Foto: Cibele Tenório/Agência Brasil

Por: Metro1 no dia 05 de dezembro de 2023 às 07:48

Atualizado: no dia 05 de dezembro de 2023 às 14:54

A Braskem cancelou, nesta segunda-feira (4), sua participação na Conferência das Nações Unidas para Mudanças Climáticas (Cop 28), realizada em Dubai, citando o "agravamento da crise de Maceió". Parte da cidade está sob risco de desabamento com a probabilidade de colapso em uma das minas de extração de sal-gema da empresa.

“[A Braskem] achou melhor cancelar sua participação em alguns painéis para evitar que o assunto sobrepujasse quaisquer outras discussões técnicas, dificultando eventuais contribuições que a empresa pudesse oferecer", disse a companhia por meio de nota.

Executivos da petroquímica participariam de dois painéis, no pavilhão do Brasil, debatendo o papel da indústria na economia circular e adaptações da indústria frente aos impactos das mudanças climáticas, nos dias 8 e 11.

Pouco antes do posicionamento da empresa, ainda na segunda, o presidente-executivo da Braskem, Roberto Bischoff, disse que existem "bons indicativos" de acomodação do solo na área de mina com risco de colapso, mas ressaltou que não é possível afirmar qual será o resultado.

Em nota também nesta segunda, a Defesa Civil de Maceió afirmou que permanece em "alerta máximo" e citou "risco iminente de colapso" da mina 18 de sal-gema da Braskem, no bairro de Mutange. 

Bairros fantasmas 

A mineração em Maceió começou na década de 1970. Em fevereiro de 2018, surgiram as primeiras rachaduras no bairro do Pinheiro, uma delas com 280 metros de extensão. No mês seguinte, um tremor de magnitude 2,5 foi registrado. Em 2019, foram emitidas ordens de evacuação para moradores dos bairros de Pinheiro, Mutange, Bebedouro, Bom Parto e Farol. 

Desde então, mais de 14 mil imóveis precisaram ser desocupados na região, afetando cerca de 55 mil pessoas e transformando áreas antes habitadas em bairros fantasmas.