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Sábado, 13 de abril de 2024

Brasil

Sindicato dos Delegados de Polícia emite nota de repudia contra desfile da Vai-Vai: "demonizaram a polícia"

A ala criticada homenageada o grupo Racionais MC´s, fazendo, inclusive, referência ao álbum "Sobrevivendo no Inferno"

Sindicato dos Delegados de Polícia emite nota de repudia contra desfile da Vai-Vai: "demonizaram a polícia"

Foto: Reprodução

Por: metro1 no dia 13 de fevereiro de 2024 às 09:08

O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp) divulgou, nesta segunda-feira (12), uma nota em repúdio à Vai-Vai. A escola desfilou no último sábado (10), sambódromo do Anhembi, em São Paulo, com uma ala “Sobrevivendo no Inferno”, trazendo integrantes vestidos de polícia e com chifres.

O Sindpesp interpretou a ala como uma “demonização da polícia”. Para o sindicato, o samba enredo da escola desrespeitou a figura dos agentes da lei. "Com direito a chifres e outros itens que remetiam à figura de um demônio, as alegorias utilizadas na ala “Sobrevivendo no Inferno”, demonizaram a polícia – algo que causa extrema indignação", afirma a nota.

"Ao adotar tal enredo, a escola de samba, em nome do que chama de 'arte' e de liberdade de expressão, afronta as forças de segurança pública, desrespeita e trata, de forma vil e covarde, profissionais abnegados que se dedicam, dia e noite, à proteção da sociedade e ao combate ao crime, muitas vezes, sob condições precárias e adversas, ao custo de suas próprias vidas e famílias", diz a nota.

A intenção da ala homenagear o grupo Racionais MC´s. O nome dela, inclusive, faz referência ao álbum "Sobrevivendo no Inferno". Ao jornal Folha de S.Paulo, a escola enfatizou o objetivo do enredo. De acordo com a agremiação, a ideia era homenagear artistas que foram excluídos da cena cultural na cidade de São Paulo e fazer uma crítica a essa dinâmica na capital paulista, “que exclui manifestações culturais como o hip-hop e seus quatro elementos -breaking, graffiti, MCs e DJs”.

Ainda segundo a Vai-Vai, no recorte temporal escolhido para o enredo, a década de 1990, a segurança pública no estado “era uma questão importante e latente, com índices altíssimos de mortalidade da população preta e periférica".