Brasil
Comissão da Câmara aprova isenção de multa de aluguel para mulher vítima de violência doméstica

Declaração foi feita durante ato no Planalto que marcou três anos dos ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, afirmou nesta quinta-feira (8) que crimes cometidos contra o Estado Democrático de Direito são imprescritíveis e não podem ser alvo de indulto, graça ou anistia, especialmente quando envolvem grupos civis e militares armados. A declaração foi feita durante cerimônia oficial no Palácio do Planalto que marcou os três anos dos ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília.
Ao discursar no evento, Lewandowski ressaltou a necessidade de vigilância permanente diante de ameaças à democracia. Segundo o ministro, embora as instituições republicanas tenham conseguido conter os ataques, o risco de novos episódios exige atenção constante. “É preciso ter sempre em mente a célebre advertência de Thomas Jefferson: ‘O preço da liberdade é a eterna vigilância’”, afirmou.
Para o ministro, a solenidade, realizada anualmente, cumpre o papel de reforçar a memória coletiva e o compromisso com a democracia. “Esse ato tem justamente o propósito de lembrar a todos que é necessário permanecer unidos e vigilantes na defesa da nossa liberdade, a duras penas resgatada”, completou.
Durante a cerimônia, o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, também defendeu a responsabilização rigorosa dos envolvidos nos atos antidemocráticos. “Se, perdendo as eleições, tentaram um golpe de Estado, imagine o que não teriam feito se tivessem vencido”, disse.
Alckmin citou ainda o ex-governador de São Paulo Mário Covas ao destacar que diferenças ideológicas não podem se sobrepor ao compromisso com o regime democrático. “O que diferencia é quem tem apreço pela democracia e quem não o tem”, afirmou.
Segundo o vice-presidente, a reação conjunta dos Poderes após os ataques demonstra a força institucional do país. “Três anos depois do fatídico 8 de janeiro, este encontro mostra a pujança das instituições brasileiras. O Executivo, o Legislativo e o Judiciário reagiram de maneira uníssona. As pessoas passam, as instituições ficam, e são elas que permitem que o país avance”, concluiu.
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