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Acordo entre Mercosul e União Europeia deve entrar em vigor no segundo semestre, diz Alckmin

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Acordo entre Mercosul e União Europeia deve entrar em vigor no segundo semestre, diz Alckmin

Acordo é o maior entre blocos do mundo, envolvendo 720 milhões de pessoas e US$ 22 trilhões de mercado

Acordo entre Mercosul e União Europeia deve entrar em vigor no segundo semestre, diz Alckmin

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Por: Metro1 no dia 15 de janeiro de 2026 às 13:43

O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE), aprovado na última sexta-feira (9), deve entrar em vigor no segundo semestre deste ano, segundo o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, em declaração feita nesta quinta-feira (15).

Após afirmar que o acordo será assinado neste sábado (17), o vice disse que o Parlamento Europeu e o Brasil devem aprovar suas leis, internalizando o acordo. Além disso, ele também afirmou que a expectativa é que o tratado seja assinado no segundo semestre deste ano.
“A gente espera que aprove a lei ainda neste primeiro semestre e que tenhamos, no segundo semestre, a vigência do acordo. Aí, ele entra imediatamente em vigência”, declarou.

Segundo Alckmin, o tratado entre Mercosul e União Europeia é o maior acordo entre blocos do mundo, envolvendo 720 milhões de pessoas e US$ 22 trilhões de mercado. “São cinco países no Mercosul [Brasil Argentina, Paraguai, Uruguai e, agora, Bolívia]. E a União Europeia, com 27 países dos mais ricos do mundo. Isso significa comércio: vamos vender mais para eles. Zerar a tarifa, então você tem livre comércio — mas livre comércio com regras. Também vamos comprar mais deles.”

O acordo 
A intenção do acordo é tornar mais simples as transações comerciais entre os dois blocos, que juntos representam um quarto do PIB global, ou seja, dos bens e serviços produzidos no mundo. Um mercado que reúne 720 milhões de consumidores, que agora verão uma redução de cerca de 90% nas tarifas alfandegárias sobre os produtos que vendem um para o outro, ao longo de quatro a quinze anos. Esse prazo pode ser ainda maior no caso de alguns produtos.