
Brasil
Lula reúne ministros, Judiciário e órgãos de controle para fortalecer combate ao crime organizado
Governo decide tratar enfrentamento às organizações criminosas como ação de Estado, diz novo ministro da Justiça

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva coordenou, na manhã desta quinta-feira (15), uma reunião no Palácio do Planalto com ministros, integrantes do Judiciário e chefes de órgãos de investigação para discutir estratégias de enfrentamento ao crime organizado. Segundo o governo, a decisão é elevar o combate às organizações criminosas ao status de ação de Estado, com atuação integrada entre diferentes instituições.
Após o encontro, o novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, afirmou que houve consenso entre os participantes sobre a gravidade do problema e a necessidade de uma resposta coordenada. “Houve uma decisão do presidente da República, compartilhada por todos esses atores, de elevar ao status de ação do Estado o combate ao crime organizado. A relevância que o crime organizado assumiu nesse momento impõe a necessidade de uma atuação conjunta de todos os órgãos do Estado”, declarou o ministro em entrevista a jornalistas.
Participaram da reunião o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin; o vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes; o ministro da Fazenda, Fernando Haddad; o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo; o chefe da Receita Federal, Robinson Barreirinhas; o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues; o procurador-geral da República, Paulo Gonet; o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira; e o secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, entre outras autoridades.
O encontro ocorre em meio às investigações envolvendo o Banco Master, que apuram desvios no sistema financeiro para abastecer o patrimônio pessoal de investigados. O caso é apurado pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República, tramita no Supremo Tribunal Federal e envolveu um processo de liquidação da instituição financeira conduzido pelo Banco Central.
Apesar do contexto, Lima e Silva afirmou que a reunião não tratou de casos específicos. Segundo ele, o foco foi definir o combate ao crime organizado como eixo central da atuação do Estado. “Há uma constatação de que o tamanho do problema justifica e merece uma conjugação de esforços dessa escala”, afirmou, ao lado do diretor-geral da Polícia Federal.
Ainda nesta quinta-feira, o ministro da Justiça deve voltar a se reunir com o presidente Lula, acompanhado do ex-ministro Ricardo Lewandowski, para uma cerimônia simbólica de posse no cargo. Após o ato, Lima e Silva deve conceder nova entrevista à imprensa para apresentar as prioridades de sua gestão à frente da pasta.
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