O presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Gilberto Waller Júnior, revelou suspeitas de fraude envolvendo o Banco Master na tentativa de liberação de cerca de R$ 2 bilhões em empréstimos consignados. Segundo ele, o INSS abriu investigação sobre milhares de contratos da instituição financeira após identificar graves irregularidades.
Em entrevista ao portal g1, Waller Júnior contou que em setembro do ano passado o INSS decidiu não renovar o acordo com o Banco Master. “Pela quantidade de reclamações e pela quantidade de irregularidades que a gente vislumbrava do Banco Master, o INSS não renovou e proibiu o Banco Master em setembro do ano passado de fazer novos empréstimos consignados para aposentados e pensionistas”, afirmou. Mesmo assim, o banco ainda possuía uma carteira de 254 mil contratos, que somavam mais de R$ 2 bilhões em crédito descontados mensalmente dos beneficiários.
Ao solicitar cópias dos contratos, o INSS se surpreendeu com as falhas encontradas. “O contrato não é claro, ele não está de acordo com a instrução normativa do INSS, não tem taxa de juros, não tem custo efetivo”, disse o presidente. Ele também destacou problemas nas assinaturas: “A assinatura do nosso segurado vinha como se fosse uma assinatura eletrônica, mas sem o QR Code para a gente confirmar aquela assinatura”.
Diante disso, o INSS bloqueou a liberação dos valores e condicionou qualquer pagamento à comprovação da autenticidade das assinaturas. “Nós não liberamos esse recurso mais para o Banco Master ou para quem ele cedeu o crédito, até a comprovação de que a assinatura foi feita pelo nosso aposentado e pensionista”, explicou. Segundo Waller Júnior, caso a autenticidade não seja confirmada, “a ideia que a gente tem é cancelar esse consignado e devolver para o nosso aposentado e pensionista”, orientando ainda que os segurados façam denúncias na ouvidoria para auxiliar nas apurações.



