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Erika Hilton pede à AGU medidas contra desinformação que acusa Lula de transfobia

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Erika Hilton pede à AGU medidas contra desinformação que acusa Lula de transfobia

Deputada afirma que conteúdos distorceram fala do presidente e pede responsabilização de autores

Erika Hilton pede à AGU medidas contra desinformação que acusa Lula de transfobia

Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Por: Metro1 no dia 19 de janeiro de 2026 às 15:48

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) solicitou à Advocacia-Geral da União (AGU) que adote providências contra veículos de comunicação e perfis nas redes sociais que atribuíram falsamente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a prática do crime de transfobia.

O pedido foi motivado por publicações que circularam após um evento realizado na Casa da Moeda, no Rio de Janeiro, na semana passada, quando Lula se confundiu ao trocar o pronome feminino “ela” pelo masculino “ele” ao se referir à deputada estadual Érika Takimoto (PT-RJ). Segundo a assessoria do presidente, tratou-se de um equívoco, já que Takimoto é uma mulher cisgênero.

Durante o discurso, que abordava o tema da inteligência artificial, Lula afirmou: “Vocês mulheres tomem cuidado com essa tal de inteligência artificial. Eles são capazes de tirar uma foto sua, sentada do jeito que você está, e colocar você pelada no celular. [...] É capaz de tirar uma foto da 'Érika' vestidinha, do jeito que ele está aqui, com a perna cruzada, e amanhã aparecer ela pelada”.

Dois dias depois, perfis de políticos de direita, como o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e o vereador Rubinho Nunes (União Brasil-SP), passaram a associar o episódio à deputada federal Erika Hilton, que é transexual, acusando Lula de transfobia e cobrando posicionamento da parlamentar.

Em ofício encaminhado ao advogado-geral da União, Jorge Messias, Erika Hilton sustenta que os conteúdos distorceram trechos do discurso presidencial para criar a falsa narrativa de que Lula teria se referido a ela no masculino durante um evento oficial.

Segundo o documento, a versão enganosa ganhou ampla repercussão, com milhões de visualizações em publicações feitas por parlamentares, influenciadores e veículos que se apresentam como jornalísticos.

A deputada classifica as postagens como desinformação deliberada e calúnia, com potencial de prejudicar a imagem do presidente, intensificar a polarização política e comprometer a confiança nas instituições.

Erika Hilton pede a investigação de possível coordenação entre os responsáveis pela disseminação do conteúdo, a responsabilização dos envolvidos, a retratação pública das informações falsas e a remoção das postagens pelas plataformas digitais. Também solicita que a Secretaria de Comunicação Social da Presidência seja informada sobre a existência da rede de desinformação.

“Evidentemente que o Sr. Presidente não praticou transfobia, muito menos contra a Deputada Federal Erika Hilton, uma vez que ela nem estava presente à cerimônia, e ele inquestionavelmente se referia a uma "Erika" presente na plateia”, afirma o texto encaminhado à AGU.