
Brasil
Projeto que proíbe reconhecimento de união estável após falecimento de um dos parceiros avança na Câmara; entenda
Texto propõe obrigatoriedade da formalização do vínculo em cartório, com escritura pública, para a união estável ser reconhecida

Foto: Canva imagens
Um projeto de lei (PL) que determina que a união estável não será reconhecida após o falecimento de qualquer um dos parceiros está sendo discutido na Câmara dos Deputados. O texto prevê que não será possível reconhecer direitos se a relação não tiver sido formalizada antes da morte de um dos conviventes.
O PL propõe ainda a obrigatoriedade da formalização em cartório, com escritura pública, para que a união estável seja reconhecida. A legislação em vigor considera que a união estável é a convivência pública, contínua e duradoura entre duas pessoas, ambas em plena capacidade civil, com o objetivo de constituição de uma família.
Segundo o autor da proposta, deputado Antonio Carlos Rodrigues (PL-SP), “a união estável, assim como o casamento, deve ser uma decisão mútua e clara de pessoas vivas”, defendeu. Ele afirma que o reconhecimento da união após a morte abre espaço para fraudes.
O projeto — que altera o Código Civil e a Lei da União Estável — será analisado pelas comissões de Previdência e outras da Casa. Para virar lei, terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
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