
Brasil
PF abre inquérito para investigar grupo Fictor, autor de proposta para comprar o Banco Master
Banco Central classificou o anúncio da negociação como uma “cortina de fumaça” para tentar desviar o foco sobre a crise do Master

Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
A Polícia Federal (PF) abriu um inquérito nesta quarta-feira (4) para investigar o grupo Fictor. Nesta semana, o grupo entrou com pedido de recuperação judicial e em novembro do ano passado fez uma proposta para comprar o Banco Master.
O grupo já era alvo de investigações da PF, que diante de indícios de crime decidiu abrir o inquérito. Ele é investigado por gestão fraudulenta, apropriação indébita financeira, emissão de títulos sem lastro equiparados a valor mobiliário e operar instituição financeira sem autorização.
No domingo (1º), o Grupo Fictor protocolou um pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo. Segundo a companhia, a medida busca “equilibrar a operação e assegurar o pagamento dos compromissos financeiros”, que somam cerca de R$ 4 bilhões.
Sobre a proposta de compra do Banco Master, Daniel Vorcaro afirmou que o acordo seria fechado pelo grupo Fictor em parceria com investidores árabes. O Banco Central (BC) classificou o anúncio da negociação como uma “cortina de fumaça” para tentar desviar o foco sobre a crise do Master. O BC expôs que além do grupo Fictor não ter condições de comprar o banco, os nomes dos investidores árabes nunca foram divulgados. Para a autarquia, tudo teria sido criado de última hora para postergar as ações da PF e do BC contra o Master.
O Master foi liquidado pelo Banco Central, por suspeita de fraude financeira e falta de garantias aos produtos financeiros que vendia no mercado. Vorcaro alega que, como a venda estava sendo negociada para o Fictor, a liquidação foi precipitada.
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