Quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Faça parte do canal da Metropole no WhatsApp

Home

/

Notícias

/

Brasil

/

Polícia indicia sócios de academia após mulher morrer intoxicada em piscina; entenda

Brasil

Polícia indicia sócios de academia após mulher morrer intoxicada em piscina; entenda

Marido da mulher está internado em estado grave

Polícia indicia sócios de academia após mulher morrer intoxicada em piscina; entenda

Foto: Divulgação/Polícia Civil-SP

Por: Metro1 no dia 12 de fevereiro de 2026 às 10:07

A Polícia Civil de São Paulo indiciou por homicídio os três sócios da academia C4 Gym, no Parque São Lucas, zona leste da cidade. A investigação apura a morte da professora Juliana Faustino Bassetto, 27 anos, e a intoxicação de outras seis pessoas durante uma aula de natação no sábado (7). O delegado responsável também pediu a prisão temporária dos empresários, que ainda será analisada pela Justiça.

Vítimas e estado de saúde

 Juliana sofreu uma parada cardíaca e morreu após ser socorrida em um hospital de Santo André. Entre os sobreviventes, o marido da vítima e um adolescente de 14 anos precisaram de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Outras duas pessoas receberam atendimento e uma criança de cinco anos também apresentou sintomas. Testemunhas relataram cheiro forte de produtos químicos, ardência nos olhos, nariz e pulmões, e vômitos. Ao todo, sete pessoas foram afetadas.

Causa e falhas na manutenção

 As investigações apontam que a intoxicação foi causada por cloro adulterado, misturado a outra substância não identificada, que gerou gases tóxicos. Câmeras mostram um funcionário manuseando baldes com produtos químicos sem formação técnica, apenas seguindo ordens da gerência. Ele disse que, ao avisar que alunos passavam mal, um dos sócios respondeu apenas “paciência”. A academia não tinha alvará de funcionamento, havia dois CNPJs no mesmo endereço e problemas de segurança.

Defesa e investigação

 A direção da C4 Gym disse lamentar o ocorrido e afirma colaborar totalmente com a polícia. Os sócios prestaram depoimento no 42º Distrito Policial (DP) e enviaram petição ao juiz pedindo que a prisão temporária não seja decretada, alegando que o pedido se baseou em informações falsas sobre ausência de advogado. A Subprefeitura interditou o local preventivamente. Para perícia técnica e coleta de água, os agentes precisaram arrombar o imóvel. Os laudos do Instituto Médico-Legal (IML) e do Instituto de Criminalística (IC) ainda serão divulgados.