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Ex-sócio do Master: saiba quem é o baiano dono do Banco Pleno liquidado pelo BC

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Ex-sócio do Master: saiba quem é o baiano dono do Banco Pleno liquidado pelo BC

Trajetória empresarial começa na Bahia com foco no crédito consignado voltado a servidores públicos estaduais

Ex-sócio do Master: saiba quem é o baiano dono do Banco Pleno liquidado pelo BC

Foto: Paulo Mocofaya/Agência ALBA

Por: Metro1 no dia 18 de fevereiro de 2026 às 12:15

Atualizado: no dia 18 de fevereiro de 2026 às 12:42

O empresário baiano Augusto Lima, de 46 anos, é o controlador do Banco Pleno S.A., que teve a liquidação extrajudicial decretada nesta quarta-feira (18) pelo Banco Central do Brasil. Ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master, ele construiu carreira no setor de crédito consignado antes de assumir o comando de uma instituição financeira própria. A decisão do BC atinge diretamente o empresário, que vinha tentando consolidar espaço no sistema bancário nacional.

Origem no crédito consignado

Natural de Salvador, Augusto Lima ganhou projeção em 2018 ao adquirir a Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), estatal responsável pela rede Cesta do Povo. No mesmo pacote, assumiu a operação do cartão Credcesta, voltado a servidores públicos estaduais. O produto, baseado no desconto em folha, impulsionou sua atuação no mercado de crédito e o projetou como um dos nomes fortes do consignado na Bahia.

Sociedade com o Master e aposta no Pleno

Em 2019, Lima tornou-se sócio do Banco Master, levando a carteira do Credcesta para dentro da instituição. A parceria ampliou sua presença no mercado financeiro e o inseriu no circuito nacional de bancos médios. Ele deixou a sociedade em maio de 2024. Meses depois, decidiu seguir caminho próprio ao negociar o controle do então Banco Voiter, posteriormente rebatizado como Banco Pleno.

Com aval do Banco Central, Augusto assumiu o comando do banco com a proposta de focar no consignado e expandir a carteira de crédito. A instituição herdou cerca de R$ 6 bilhões em CDBs e buscava reestruturar a operação. Segundo o BC, porém, houve comprometimento da situação econômico-financeira, deterioração da liquidez e descumprimento de normas regulatórias, o que levou à liquidação.

Investigações e novo cenário

Em novembro de 2025, o empresário chegou a ser preso na Operação Compliance Zero, que investigou fraudes envolvendo o Master, mas foi solto dias depois. Agora, com o encerramento do Banco Pleno, Augusto Lima enfrenta o maior revés de sua trajetória empresarial. O caso redefine sua posição no mercado financeiro e encerra, ao menos por ora, a tentativa de consolidar um banco próprio no país.