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TSE autoriza uso do fundo eleitoral para combate à violência política contra mulheres

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TSE autoriza uso do fundo eleitoral para combate à violência política contra mulheres

Tribunal permite despesas com segurança para candidatas, mas decide que gastos não contarão para cota mínima feminina do financiamento de campanha

TSE autoriza uso do fundo eleitoral para combate à violência política contra mulheres

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Por: Metro1 no dia 26 de fevereiro de 2026 às 16:15

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou, nesta quinta-feira (26), uma resolução que autoriza o uso do financiamento público de campanha em despesas relacionadas ao combate à violência política contra mulheres, incluindo a contratação de serviços de segurança para candidatas.

Apesar da autorização, o tribunal decidiu que esses gastos não poderão ser contabilizados para o cumprimento da cota mínima de 30% do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) destinada obrigatoriamente às candidaturas femininas.

A alteração em relação à versão preliminar da resolução, apresentada em janeiro, ocorreu após especialistas e organizações apontarem que a regra anterior poderia enfraquecer a política de cotas. Segundo os críticos, partidos poderiam inflar despesas com segurança apenas para atingir formalmente o percentual mínimo exigido para mulheres.

Relator das normas, o ministro Nunes Marques explicou que, embora as despesas voltadas à prevenção e ao combate da violência política de gênero continuem sendo reconhecidas como gastos eleitorais, a resolução deixou de prever explicitamente que esses custos possam ser usados para cumprir a cota feminina do fundo eleitoral.

Pelas regras atuais, ao menos 30% dos recursos públicos recebidos pelos partidos devem ser destinados às candidaturas de mulheres. Para as eleições de 2026, estão previstos cerca de R$ 4,9 bilhões no fundo eleitoral.

Durante a sessão, os ministros analisaram sete resoluções que irão orientar o pleito de outubro. Entre os pontos aprovados, ficou estabelecido que candidaturas indígenas deverão receber financiamento proporcional à participação desse grupo dentro dos partidos.

O tribunal também validou uma resolução que adapta as regras eleitorais à proposta de emenda constitucional aprovada pelo Congresso Nacional, que garante percentual mínimo de 30% dos recursos para candidaturas de pessoas negras.

O TSE retomará a análise das resoluções na próxima segunda-feira (2), quando deverão ser discutidas normas relacionadas à propaganda eleitoral e ao uso de inteligência artificial nas campanhas. O prazo final para aprovação dos textos, conforme o calendário eleitoral, é 5 de março.