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PF faz operação contra servidores da Amazonprev por investimentos suspeitos no Banco Master

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PF faz operação contra servidores da Amazonprev por investimentos suspeitos no Banco Master

Justiça afasta três servidores por 90 dias; investigação cita aplicações de cerca de R$ 390 milhões, incluindo operação com o Banco Master

PF faz operação contra servidores da Amazonprev por investimentos suspeitos no Banco Master

Foto: Divulgação/Federal

Por: Metro1 no dia 06 de março de 2026 às 10:00

Atualizado: no dia 06 de março de 2026 às 11:08

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (6) a operação “Sine Consensu” contra três servidores da Amazonprev, fundo de previdência dos servidores do Amazonas. A investigação apura suspeitas de irregularidades em investimentos milionários realizados pela instituição. Uma auditoria do Ministério da Previdência identificou cinco operações consideradas suspeitas, entre elas uma envolvendo o Banco Master.

A Justiça Federal determinou o afastamento cautelar de três servidores por 90 dias e autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados em Manaus e no Rio de Janeiro.

Segundo a PF, entre junho e setembro de 2024, a Amazonprev aplicou cerca de R$ 390 milhões em Letras Financeiras de bancos privados, contrariando recomendações anteriores do Comitê de Investimentos. As investigações apontam fragilidades no processo decisório, falhas de governança, descumprimento de normas de gestão previdenciária e possível prática de crimes como gestão temerária e corrupção ativa e passiva.

Entre os alvos estão Claudinei Soares, ex-gestor de recursos e coordenador do Comitê de Investimentos, apontado como responsável por ordenar e executar aplicações sem deliberação prévia do colegiado e por fracionar valores para contornar limites administrativos; Cláudio Marins de Melo, diretor de Administração e Finanças, que teria autorizado e posteriormente ratificado as operações; e André Luis Bentes de Souza, ex-diretor de Previdência, que participou das deliberações do comitê e atuou no credenciamento de instituições financeiras emissoras, especialmente dos bancos Master e C6.

Também é investigado o empresário Sávio Loyola e Silva, dono da empresa Alfa A Consultoria e Gestão de Frota Ltda., sediada em Niterói (RJ). De acordo com a PF, a empresa teria repassado cerca de R$ 600 mil aos servidores sem contratos ou justificativas econômicas compatíveis com sua atividade.

As operações teriam sido intermediadas principalmente pelas corretoras Terra Investimentos e Mirae Asset, utilizadas de forma reiterada nas aplicações sem demonstração de critérios objetivos para escolha ou comparação de custos e riscos.

A auditoria do Ministério da Previdência apontou cinco operações suspeitas: R$ 50 milhões no Banco Master em junho de 2024; R$ 50 milhões no Banco Daycoval em agosto; R$ 40,7 milhões no BTG Pactual em setembro; e duas aplicações de R$ 125 milhões cada no C6 Consignado, também em setembro.

Em alguns casos, segundo a investigação, os investimentos foram realizados sem aprovação formal da diretoria ou do Comitê de Investimentos e até com bancos não credenciados pelo Ministério da Previdência.

A Polícia Federal afirma que houve esvaziamento do Comitê de Investimentos, concentração de decisões em poucos gestores e exposição de recursos previdenciários a riscos elevados. As medidas cautelares, segundo a Justiça, foram adotadas para garantir a ordem pública e a instrução criminal.