
Brasil
“Negociamos com os caminhoneiros”, diz Boulos sobre greve da categoria
Ministro afirma que diálogo evitou paralisação em meio à alta do diesel no país

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Após assembleia realizada na noite de quinta-feira (19), lideranças dos caminhoneiros decidiram não iniciar uma greve nacional, mesmo diante da alta recente no preço do diesel. A categoria, no entanto, deve reavaliar o cenário em uma nova reunião marcada para o dia 26.
Segundo o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, a decisão foi resultado de dias de negociação entre o governo federal e representantes da categoria. Ele afirmou que uma paralisação, neste momento, poderia agravar ainda mais a situação.
“Nós negociamos maneira muito, mas muito insistente e respeitosa com os caminhoneiros do Brasil. Ontem teve assembleia no Porto dos Santos. Nós estamos conversando há dias com esses caminhoneiros, colocando que uma paralisação neste momento não ajudaria a impedir o problema. E por isso eles deram esse voto de confiança”, disse o ministro em entrevista ao programa Alô Alô Brasil.
O aumento do diesel, que é superior a 20% nas últimas semanas, está ligado à valorização do petróleo no mercado internacional, influenciada pelo conflito no Oriente Médio. O combustível é essencial para o transporte de cargas no país, o que amplia o impacto econômico.
Como parte das medidas para conter a insatisfação da categoria, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou uma medida provisória que reforça a fiscalização do pagamento do piso mínimo do frete. A iniciativa foi apontada pelo governo como um dos fatores que contribuíram para evitar a paralisação.
Além disso, o governo federal tenta articular com estados a redução do ICMS sobre o diesel, enquanto mantém a isenção de tributos federais como PIS e Cofins. Boulos também criticou distribuidoras de combustíveis, atribuindo a elas parte da alta nos preços ao consumidor.
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