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Fachin reconhece divergências no STF e reforça decisão sobre governo interino no RJ

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Fachin reconhece divergências no STF e reforça decisão sobre governo interino no RJ

Presidente da Corte afirma que entendimento do colegiado será mantido até definição do TSE sobre inelegibilidade de Cláudio Castro

Fachin reconhece divergências no STF e reforça decisão sobre governo interino no RJ

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Por: Metro1 no dia 10 de abril de 2026 às 15:06

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, afirmou que as divergências entre ministros da Corte são naturais durante julgamentos complexos, ao comentar a decisão sobre a condução provisória do governo do Rio de Janeiro. Segundo ele, apesar das diferentes leituras, o entendimento consolidado pelo colegiado é o que orienta a aplicação da medida.

A declaração foi feita durante encontro com o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, que segue à frente do Palácio Guanabara de forma interina.

“Eu imagino que todo o colegiado tenha, obviamente, compreensões distintas. Os repórteres, quando estão na redação do jornal, nem todos têm a mesma compreensão sobre os mesmos fatos. Imagino os senhores, magistrados, julgando essa matéria. Mas o importante é que o colegiado se pronunciou. Nós demos a esse tema a importância que ele tinha, praticamente paramos a pauta do Supremo Tribunal Federal para julgar essa matéria e dar o devido encaminhamento” disse.

Fachin destacou que o tema recebeu tratamento prioritário dentro do Supremo, com a suspensão de outros julgamentos para que a questão fosse resolvida com rapidez.

Em uma analogia, o ministro comparou o funcionamento do tribunal ao corpo humano: “Sístoles e diástoles têm tanto para o cardiologista quanto para o juiz” afirmou.

O presidente da Corte também reforçou que a permanência de Couto no comando do estado seguirá válida até que o Tribunal Superior Eleitoral conclua formalmente o processo envolvendo a inelegibilidade do governador Cláudio Castro.

Durante evento do Conselho Nacional de Justiça realizado na sede do TJRJ, Fachin pontuou que caberá à presidência do STF garantir o cumprimento da decisão tomada pelo plenário.

“O Supremo Tribunal Federal foi até onde nós decidimos ontem. Ou seja, enquanto aguardamos a publicação do acórdão do Tribunal Superior Eleitoral, o Supremo entendeu que o governador em exercício é o presidente do Tribunal de Justiça do Estado. Essa é a decisão do Supremo de ontem, que me cabe como presidente cumprir, e eu farei isso” afirmou.

A definição ocorre em um momento de movimentação política na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), onde a escolha de um novo presidente pode impactar a linha sucessória do governo. Ainda assim, o STF optou por manter a configuração atual até o desfecho do caso na Justiça Eleitoral.