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PF convoca mais de 30 pessoas em investigação sobre fraudes no INSS

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PF convoca mais de 30 pessoas em investigação sobre fraudes no INSS

Empresária ligada a suposto intermediário de esquema aparece entre os alvos de apuração

PF convoca mais de 30 pessoas em investigação sobre fraudes no INSS

Foto: Reprodução/INSS

Por: Metro1 no dia 10 de abril de 2026 às 18:59

A Polícia Federal intimou mais de 30 pessoas para depor no âmbito das investigações que apuram possíveis desvios em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Entre os citados está a empresária Roberta Luchsinger, sócia da RL Consultoria e Intermediações, apontada como um dos elos entre Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. Ela já havia sido alvo de busca e apreensão em fases anteriores da investigação.

A defesa da empresária, no entanto, afirmou que não houve intimação formal. Segundo o advogado Bruno Sales, foi enviado apenas um e-mail consultando sobre a possibilidade de depoimento. Ele acrescentou que Luchsinger já prestou esclarecimentos por escrito e permanece à disposição das autoridades.

De acordo com a investigação, a Polícia Federal apura pagamentos que teriam sido feitos por ordem do lobista à empresária. Um dos repasses, de R$ 300 mil, foi identificado em mensagens apreendidas durante a operação. No total, os valores transferidos poderiam chegar a R$ 1,5 milhão.

Em uma das conversas analisadas, o lobista solicita a um operador financeiro o envio de uma parcela à empresa de Luchsinger. Ao ser questionado sobre o destinatário final, ele teria mencionado “o filho do rapaz”, o que levantou suspeitas sobre possível referência a Fábio Luís.

Os investigadores também analisam movimentações financeiras para verificar se houve eventual repasse de recursos ao filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Apesar disso, a apuração busca evitar medidas mais amplas, como uma quebra generalizada de sigilo.

Atualmente, Lulinha já teve seus sigilos bancário, fiscal e telemático quebrados por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, a pedido da própria PF. Não houve, porém, extensão da medida às empresas ligadas a ele. A linha de investigação inclui a apuração de uma possível mesada de R$ 300 mil. O caso segue em andamento, com novas oitivas previstas para os próximos dias.