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TSE deixa para STF decidir modelo de escolha para mandato tampão no Rio

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TSE deixa para STF decidir modelo de escolha para mandato tampão no Rio

Acórdão sobre Cláudio Castro mantém em aberto se sucessão será por eleição indireta ou voto popular, decisão que caberá ao Supremo.

TSE deixa para STF decidir modelo de escolha para mandato tampão no Rio

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Por: Metro1 no dia 24 de abril de 2026 às 15:34

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) publicou nesta quinta-feira (23) o acórdão do julgamento que tornou o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro inelegível por abuso de poder político-econômico nas eleições de 2022 e deixou para o Supremo Tribunal Federal (STF) a definição sobre como será escolhido o governador para o mandato tampão no estado.

Na prática, a Corte Eleitoral manteve em aberto se a vacância do cargo decorre de renúncia ou de cassação, questão que impacta diretamente o modelo de sucessão e agora deverá ser decidida pelo STF.

O acórdão aponta que a cassação do mandato ficou prejudicada após a renúncia de Castro e do vice antes da conclusão do julgamento, e que não houve maioria para cassar o diploma.

A definição é central porque, em caso de cassação pela Justiça Eleitoral, o caminho é uma nova eleição com voto popular. Se a vacância for considerada resultado de renúncia, pode prevalecer o modelo de eleição indireta pela Assembleia Legislativa, como prevê o Rio.

Cinco ministros entenderam que a cassação ficou prejudicada com a saída antecipada de Castro, abrindo espaço para que o Supremo decida qual regra será aplicada.

O tema já está no STF após ações movidas pelo PSD. O julgamento começou a ser discutido no plenário, mas foi interrompido por pedido de vista do ministro Flávio Dino.

Atualmente, o governo do Rio está sob comando interino do presidente do Tribunal de Justiça do estado, desembargador Ricardo Couto. A indefinição sobre a sucessão também envolve pedido do presidente da Assembleia Legislativa, Douglas Ruas (PL), para assumir imediatamente o governo, solicitação ainda pendente de análise no Supremo.