
Brasil
Padilha rebate politização sobre caso Ypê e defende atuação técnica da Anvisa
Ministro da Saúde afirma que decisão da Anvisa sobre produtos da Ypê foi baseada em risco sanitário

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta segunda-feira (11) que a suspensão de lotes de produtos da marca Ypê pela Anvisa tem caráter técnico e não político. Segundo ele, houve uma “enxurrada de vídeos irresponsáveis” nas redes sociais tentando transformar o caso em disputa partidária.
Padilha destacou que a inspeção contou com participação do Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo, ligado ao governo de Tarcísio de Freitas, aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro. O ministro também ressaltou que o diretor responsável pela área na Anvisa, Daniel Meirelles, foi indicado durante o governo Bolsonaro. “Está na Anvisa cumprindo o cargo e tendo a responsabilidade de cumprir papel técnico”, declarou.
A Anvisa determinou, no último dia 7, o recolhimento de lotes de detergentes, lava-roupas líquidos e desinfetantes produzidos em Amparo, no interior de São Paulo, além da suspensão temporária da fabricação. A medida foi tomada após quatro dias de inspeção conduzida por técnicos da agência e vigilâncias sanitárias estadual e municipal.
Segundo Padilha, a própria empresa identificou anteriormente a presença de bactéria em um lote, o que, segundo ele, acende alerta para possíveis falhas no processo produtivo. “Toda vez que se encontra uma bactéria nesse produto é um sinal de precaução importante”, afirmou o ministro.
A Ypê apresentou recurso contra a decisão e conseguiu efeito suspensivo temporário para continuar a produção e comercialização dos itens afetados. A diretoria colegiada da Anvisa deve analisar o recurso na próxima quarta-feira (13). Em nota, a empresa informou que não foi encontrada contaminação nos produtos e que mantém rígido controle de qualidade.
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