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Wellington Dias rebateu críticas sobre dependência do programa e afirmou que maioria dos beneficiários saiu da pobreza por meio do trabalho

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
O ministro Wellington Dias afirmou nesta quarta-feira (27) que 5,1 milhões de beneficiários deixaram o Bolsa Família desde 2023 após aumento da renda familiar. Segundo ele, o número representa cerca de 15 milhões de pessoas que superaram a condição de pobreza.
A declaração foi feita durante o programa “Bom Dia, Ministro”, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), e ocorre após críticas recentes do apresentador Luciano Huck sobre uma suposta permanência prolongada de famílias no programa.
“Só de 2023 para cá, 5,1 milhões de famílias saíram da pobreza. Saíram do Bolsa Família porque passaram a trabalhar”, disse o ministro.
Wellington Dias afirmou ainda que críticas desse tipo reforçam preconceitos históricos contra a população mais pobre.
“É preciso aproveitar fatos como esse para que a gente enterre de vez o preconceito que se tem com relação aos mais pobres”, afirmou. “Foi feio, tanto que [Luciano Huck] veio a público se desculpar. Infelizmente isso ainda está muito entranhado. Sou de uma geração em que as pessoas trabalhavam em troca de um prato de comida”, acrescentou.
O ministro também citou estudos da Fundação Getulio Vargas em parceria com o Banco Mundial apontando que cerca de 70% dos primeiros beneficiários do programa deixaram a pobreza, principalmente por meio da educação.
Segundo ele, dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) mostram melhora nos indicadores sociais do país, incluindo o avanço do Brasil para a faixa de desenvolvimento humano “muito alto”, com IDH de 0,805.
“O próprio estudo aponta que um dos principais alicerces foi o Bolsa Família”, disse o ministro.
O ministro destacou ainda números do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), segundo os quais 5,9 milhões de inscritos no Cadastro Único atuam hoje como pequenos empreendedores.
“Cerca de 1,3 milhão de pessoas empregadas hoje trabalham para alguém que, até outro dia, era do Bolsa Família”, afirmou.
Segundo Wellington Dias, mais de 6 milhões de brasileiros ascenderam às classes A, B e C desde a criação do programa. “O que o presidente Lula quer é um país com uma grande classe média”, disse.
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