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Operação Carbono Oculto mira esquema do PCC com fintechs no setor de combustíveis; entenda
Segundo o Ministério Público, fintechs funcionavam como bancos clandestinos da facção criminosa

Foto: Divulgação/Receita Federal
O Ministério Público de São Paulo deflagrou, nesta quinta-feira (28), a segunda fase da Operação Carbono Oculto, chamada de “Operação Fluxo Oculto”, para investigar um novo esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis. A ação apura fraudes financeiras, uso de fintechs como bancos clandestinos e adulteração de combustíveis com nafta, um tipo de solvente. Ao todo, foram cumpridos 59 mandados de busca e apreensão em cinco estados brasileiros. As informações são da CNN.
Como funcionava o esquema
Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), as fintechs investigadas operavam como estruturas financeiras paralelas da facção criminosa. As empresas eram usadas para movimentações internas entre distribuidoras, postos de combustíveis, fundos de investimento e integrantes do grupo. O dinheiro também teria sido utilizado para pagamentos pessoais, compra de bens e ocultação de patrimônio.
Fraudes com combustíveis
As investigações apontam ainda um esquema de desvio de nafta petroquímica para postos e terminais de combustíveis na Grande São Paulo. De acordo com o Ministério Público, empresas de fachada simulavam a compra legal de solventes, mas o produto era desviado para adulteração de combustíveis. A ação contou com apoio da Agência Nacional do Petróleo (ANP).
Empresas de fachada e laranjas
Os investigadores identificaram uma rede criada para abrir empresas em diversos estados do país. Segundo a apuração, os suspeitos usavam parentes, pessoas em situação de vulnerabilidade e até detentos para registrar companhias utilizadas no esquema. O objetivo era dificultar o rastreamento dos verdadeiros responsáveis pelas operações financeiras.
Fundos milionários na mira
A operação também mira quatro fundos de investimento suspeitos de participar da lavagem de dinheiro. Juntos, os fundos possuem patrimônio estimado em R$ 205 milhões. Segundo o MP, o valor cresceu mais de 200% em pouco mais de um ano, levantando suspeitas sobre a origem dos recursos movimentados pelas empresas investigadas.
Estados e empresas investigadas
A ação ocorre em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso do Sul, com apoio da Receita Federal, Polícia Civil, Polícia Militar e Secretaria da Fazenda. Entre as empresas citadas na investigação estão fintechs, administradoras financeiras e gestoras de recursos suspeitas de integrar o esquema ligado ao PCC.
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