
Brasil
Monique Medeiros deixa prisão após receber perdão judicial no caso Henry Borel
Decisão ocorreu após dez dias de julgamento que também condenou Jairinho a mais de 43 anos de prisão

Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil
Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, deixou a prisão na tarde desta quinta-feira (4), após a Justiça do Rio de Janeiro conceder perdão judicial durante o julgamento sobre a morte do filho. Ela estava detida no Instituto Penal Talavera Bruce, em Bangu, na Zona Oeste da capital fluminense.
A decisão foi anunciada na madrugada desta quinta-feira pelo 2º Tribunal do Júri. Os jurados desclassificaram a acusação de homicídio doloso, quando há intenção de matar, para homicídio culposo, quando não existe essa intenção. Com isso, a juíza Elizabeth Machado Louro aplicou o perdão judicial e determinou a extinção da punição pelo crime, autorizando a soltura de Monique.
Apesar da decisão, Monique foi considerada culpada por omissão diante das torturas sofridas por Henry. A pena fixada foi de um ano e quatro meses de detenção, em regime aberto. Durante a leitura da sentença, a magistrada afirmou que a ré já enfrentou consequências suficientes ao longo do processo, incluindo o período de prisão e a repercussão social do caso.
O julgamento durou dez dias e mobilizou o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. No mesmo processo, o ex-vereador Jairinho, padrasto da criança, foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pelos crimes de homicídio qualificado, tortura e coação.
Após a decisão, o pai de Henry, Leniel Borel, criticou o perdão judicial e afirmou que a medida representa uma “terceira morte” do filho. O Ministério Público e a defesa de Jairinho informaram que pretendem recorrer das decisões.
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