
Brasil
Helicópteros que colidiram no Rio estavam com documentação regular, aponta Anac
Acidente no Recreio dos Bandeirantes deixou seis mortos e provocou incêndio em pelo menos 20 veículos; causas da colisão são investigadas

Foto: Reprodução/Redes Sociais
Os dois helicópteros envolvidos no acidente aéreo que deixou seis mortos na manhã deste domingo (14), no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio de Janeiro, estavam com a documentação e os certificados de aeronavegabilidade em situação regular, segundo consulta ao Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB).
As aeronaves de prefixos PP-MAC e PR-DJJ possuíam Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) válido até março de 2027 e dezembro de 2026, respectivamente. Informações preliminares apontam que os helicópteros colidiram no ar antes de cair sobre um pátio de veículos elétricos na Avenida das Américas, provocando um incêndio que atingiu pelo menos 20 automóveis.
Seis mortos e uma vítima estrangeira
No helicóptero PP-MAC estavam quatro passageiros e o piloto. Já a aeronave PR-DJJ era ocupada apenas pelo piloto. Nenhum dos ocupantes sobreviveu.
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavalieri (PSD), informou à imprensa no local que pelo menos uma das vítimas é estrangeira. A nacionalidade da pessoa não foi divulgada e, até o momento, as autoridades não revelaram a identidade dos mortos.
O PP-MAC, modelo Bell 206B fabricado em 1999, pertence à empresa Turfik Comércio de Frutas Ltda. Já o PR-DJJ, um Eurocopter AS 350 B2 fabricado em 2012, é de propriedade do empresário Maurício Espíndola Dias, que não estava a bordo.
Segundo apuração da CNN Brasil, uma das aeronaves havia decolado do Aeroporto Santos Dumont com destino ao Helicentro de Guaratiba. A outra saiu do aeroporto de Jacarepaguá rumo a Angra dos Reis.
Investigação em andamento
O Corpo de Bombeiros foi acionado às 8h59 e mobilizou cerca de 45 militares e 15 viaturas para atender à ocorrência. Equipes especializadas atuaram no combate às chamas, no resgate e no isolamento da área.
A investigação das causas do acidente será conduzida pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, órgão da Força Aérea Brasileira. Investigadores do Seripa III já iniciaram a coleta de informações e a preservação de vestígios no local da ocorrência.
A Agência Nacional de Aviação Civil informou que acompanha o caso e apura a situação das aeronaves e dos pilotos envolvidos. Já a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro instaurou investigação para esclarecer as circunstâncias da colisão.
Além dos bombeiros, a operação conta com apoio da CET-Rio, da Comlurb e de equipes do 31º BPM, responsáveis pelo isolamento da área afetada.
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