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PF faz operação em 11 estados contra suspeitos de abuso sexual infantil pela internet

Criminosos se passavam por crianças e adolescentes em aplicativos para conquistar a confiança das vítimas e obter imagens íntimas

PF faz operação em 11 estados contra suspeitos de abuso sexual infantil pela internet

Foto: Freepik

Por: Metro1 no dia 25 de junho de 2026 às 13:55

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (25) a Operação Desmascarados, que combate crimes de abuso sexual contra crianças e adolescentes praticados pela internet. A ação ocorre em 11 estados e no Distrito Federal, com o cumprimento de 24 mandados de busca e apreensão para identificar suspeitos e reunir novas provas das infrações investigadas.

Como o esquema funcionava

De acordo com as investigações, os criminosos utilizavam perfis falsos em aplicativos de mensagens para se passar por crianças e adolescentes. Com isso, conquistavam a confiança de vítimas menores de idade e as convenciam a produzir e enviar imagens íntimas. O material era posteriormente compartilhado em grupos virtuais e outros ambientes online.

A apuração começou após a PF identificar indícios de circulação de conteúdo relacionado ao abuso sexual infantojuvenil, além da troca de mensagens ligadas à prática de crimes contra crianças e adolescentes. Os fatos continuam sob investigação e podem revelar a participação de outras pessoas no esquema.

Mandados em vários estados

Os mandados são cumpridos no Acre, Alagoas, Amazonas, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo e no Distrito Federal. A operação conta com apoio da Polícia Civil de São Paulo, por meio da 4ª Delegacia de Polícia de Repressão à Pedofilia.

Crimes investigados

Segundo a PF, o objetivo da operação é aprofundar as investigações, identificar novos envolvidos e interromper a atuação dos grupos criminosos. Os suspeitos poderão responder por armazenamento, produção e compartilhamento de material de abuso sexual infantojuvenil. Dependendo das condutas apuradas, também poderão ser enquadrados por aliciamento de crianças e adolescentes pela internet, estupro de vulnerável e associação criminosa.