Domingo, 28 de junho de 2026

Faça parte do canal da Metropole no WhatsApp

Home

/

Notícias

/

Brasil

/

Chefe da missão brasileira na Venezuela diz que prioridade é encontrar pessoas com vida

Brasil

Chefe da missão brasileira na Venezuela diz que prioridade é encontrar pessoas com vida

Operação brasileira reúne cerca de 130 profissionais na busca por sobreviventes dos terremotos que já deixaram mais de 1,4 mil mortos

Chefe da missão brasileira na Venezuela diz que prioridade é encontrar pessoas com vida

Foto: Divulgação/Dece

Por: Metro1 no dia 28 de junho de 2026 às 15:03

Atualizado: no dia 28 de junho de 2026 às 15:16

As equipes brasileiras mobilizadas para atuar na Venezuela seguem concentradas na busca por sobreviventes dos terremotos que atingiram o país na última quarta-feira (24). Segundo o chefe da missão brasileira, Armin Braun, o principal objetivo da operação é localizar pessoas com vida sob os escombros, em atuação conjunta com autoridades venezuelanas e equipes internacionais.

A força-tarefa do Brasil reúne cerca de 130 profissionais, entre bombeiros, especialistas em busca e salvamento, cães farejadores e técnicos da Anatel, responsáveis por auxiliar na localização de celulares de possíveis vítimas. O país também montou um hospital de campanha para ampliar o atendimento aos feridos.

Braun explicou que, apesar de as primeiras 72 horas serem consideradas decisivas para esse tipo de operação, ainda existem chances de encontrar sobreviventes dias depois do desastre, especialmente quando há acesso à água e espaços que permitam a sobrevivência sob os escombros.

Após a etapa de resgate, a missão passará a concentrar esforços na assistência às vítimas, na retomada dos serviços essenciais e, em seguida, na reconstrução das áreas destruídas. Segundo Braun, esse processo poderá se estender por mais de um ano.

Último balanço

O último balanço divulgado pelas autoridades venezuelanas no sábado (27) registra 1.430 mortes, mais de 3 mil feridos e cerca de 3.100 pessoas desabrigadas. Enquanto as buscas continuam, a Organização das Nações Unidas (ONU) e o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS)  alertam que esses números ainda podem aumentar, diante da quantidade de desaparecidos e da dimensão dos danos provocados pelos tremores.