
Brasil
PGR defende que Polícia Federal ouça Flávio Bolsonaro em investigação sobre crime de calúnia cometida contra Lula
O senador atribuiu crimes como lavagem de dinheiro e tráfico de drogas ao presidente

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu, nesta segunda-feira (6), que a Polícia Federal ouça o senador Flávio Bolsonaro, em investigação por crime de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O senador havia imputado à Lula crimes de lavagem de dinheiro e tráfico de drogas, no dia 3 de janeiro deste ano.
"Remanesce a necessidade de oitiva do Sr. Flávio Nantes Bolsonaro, medida de especial relevância, sobretudo em razão da possibilidade de retratação, capaz de isentar o investigado de pena... A manifestação é, assim, pelo retorno dos autos à Polícia Federal a fim de que seja realizada a oitiva do investigado. Após, requer nova concessão de vistas para manifestação sobre o relatório conclusivo das investigações", disse o procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Além de tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, Flávio atribuiu lula a prática de suporte a terroristas e ditaduras e fraudes nas eleições. No mês passado, a PF afirmou ao STF que o senador havia feito uma falsa imputação de crime ao presidente da República.
"Resta claro o cometimento, pelo Exmo. Sr. Senador Flavio Nantes Bolsonaro, do crime tipificado no art. 138 c/c art. 141, inciso I e § 2° do Código Penal. Posto isto, encerram-se os trabalhos de Polícia Judiciária, remetendo-se os presentes autos para apreciação e demais providências que se entendam pertinentes, permanecendo este órgão policial à disposição para eventuais outras diligências que sejam imprescindíveis à apuração do fato", declarou a PF.
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