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PF apreende última arma registrada em nome de Bolsonaro no Rio Grande do Sul

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PF apreende última arma registrada em nome de Bolsonaro no Rio Grande do Sul

Espingarda foi entregue voluntariamente por um homem em Cachoeirinha; armamento era o último vinculado ao ex-presidente que faltava ser recolhido

PF apreende última arma registrada em nome de Bolsonaro no Rio Grande do Sul

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Por: Metro1 no dia 09 de julho de 2026 às 11:52

A Polícia Federal apreendeu, nesta quarta-feira (8), a última arma registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que ainda não havia sido recolhida por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

A espingarda foi localizada em Cachoeirinha, no Rio Grande do Sul, após um homem procurar voluntariamente a Polícia Federal para informar que estava com o armamento e manifestar interesse em entregá-lo. Como não havia possibilidade de regularizar o transporte da arma, agentes foram até o endereço para realizar a apreensão.

Determinação do STF

Mais cedo, a Polícia Federal cumpriu mandado de busca na residência de Bolsonaro para localizar armas, munições, acessórios e documentos de registro. No local, nenhum armamento foi encontrado.

A ordem foi expedida por Alexandre de Moraes após a identificação de divergências entre a quantidade de armas registradas em nome do ex-presidente e aquelas efetivamente entregues às autoridades.

Segundo o ministro, a existência de informações desencontradas indicava um possível descumprimento da decisão judicial que determinou a entrega do armamento, além de ser incompatível com o cumprimento da prisão domiciliar.

Divergência sobre as armas

Na última semana, Moraes manteve Bolsonaro em prisão domiciliar e determinou a revogação de seu registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC), além da apreensão de todas as armas vinculadas ao ex-presidente.

Inicialmente, a defesa informou que duas armas já haviam sido entregues à Polícia Federal em 2023 e que outras oito estavam sob guarda do Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília. No entanto, o Exército comunicou ao STF que apenas seis dessas armas estavam sob sua custódia.

Após nova verificação, a defesa informou que a arma restante, uma espingarda, estava em uma importadora no Rio Grande do Sul. O armamento foi localizado e recolhido pela Polícia Federal nesta quarta-feira (8).