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Investigado pela PF, publicitário Thiago Miranda anuncia fim da agência e ano sabático

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Investigado pela PF, publicitário Thiago Miranda anuncia fim da agência e ano sabático

Alvo de investigação sobre suposta campanha de ataques ao Banco Central, empresário afirma que encerra ciclo na comunicação e nega ter cometido irregularidades

Investigado pela PF, publicitário Thiago Miranda anuncia fim da agência e ano sabático

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Por: Metro1 no dia 14 de julho de 2026 às 09:50

Após se tornar investigado pela Polícia Federal (PF) por suspeita de coordenar ataques ao Banco Central a mando do banqueiro Daniel Vorcaro, o publicitário Thiago Miranda anunciou o encerramento das atividades da agência Mithi e afirmou que fará um ano sabático. Em nota publicada nas redes sociais, Miranda disse que decidiu encerrar um ciclo profissional após dez anos à frente da empresa.

"Estou cansado. Foram dez anos ininterruptos, vivendo a agência 24 horas por dia, sem parar. Agora, quero aproveitar um ano sabático antes de pensar no meu próximo negócio. Estou bem, feliz e profissionalmente realizado", escreveu.

No comunicado, o publicitário afirmou ainda que liderou estratégias para nomes influentes da política, participou dos bastidores de crises nacionais e internacionais e classificou o fim da agência como o encerramento de "um dos ciclos mais marcantes da comunicação brasileira".

Miranda foi alvo de mandados de busca e apreensão da PF no âmbito da investigação sobre uma suposta campanha para atacar o Banco Central. Segundo as investigações, ele foi contratado para atuar na gestão de crise de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e teve celulares e equipamentos eletrônicos apreendidos. A PF apura contratos da agência Mithi com influenciadores que, juntos, somavam até R$ 8 milhões e teriam sido suspensos após o início das investigações, em janeiro.

Defesa nega irregularidades

Em nota divulgada no dia da operação, em 9 de julho, a defesa de Thiago Miranda afirmou que o publicitário "refuta de forma categórica" a prática de qualquer ilegalidade.

Segundo os advogados, a atuação profissional do empresário sempre foi pautada pela legalidade, transparência, respeito às instituições e à liberdade de expressão. A defesa sustenta que Miranda não praticou qualquer ato criminoso nem participou de condutas destinadas a intimidar, coagir ou violar direitos de terceiros, além de ressaltar que a existência de uma investigação não representa reconhecimento de culpa e que devem ser respeitados o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a presunção de inocência.