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Vazamento de gás tóxico em fábrica deixa um morto e coloca Manaus em estado de alerta

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Vazamento de gás tóxico em fábrica deixa um morto e coloca Manaus em estado de alerta

Acidente com monômero de estireno mobiliza autoridades, deixa dezenas de pessoas hospitalizadas e resulta em multa milionária à empresa responsável

Vazamento de gás tóxico em fábrica deixa um morto e coloca Manaus em estado de alerta

Foto: Divulgação/Prefeitura de Manaus

Por: Metro1 no dia 17 de julho de 2026 às 15:47

Manaus permanece em estado de alerta após o vazamento de monômero de estireno na empresa Innova, no Distrito Industrial, ocorrido na última quarta-feira (15). O acidente foi provocado por um superaquecimento anormal em um dos tanques de armazenamento, que liberou vapores tóxicos na atmosfera. Apesar de não haver incêndio ou explosão, equipes do Corpo de Bombeiros seguem atuando no resfriamento dos equipamentos para evitar novos riscos.

Um homem de 67 anos morreu após dar entrada em uma unidade de saúde com sintomas compatíveis com a exposição ao gás, como dificuldade para respirar. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), o idoso era morador do Centro da capital e possuía histórico de doença respiratória crônica.

O órgão informou que, até o momento, não há comprovação de relação direta entre a morte e o vazamento. Ao todo, mais de uma centena de pessoas procuraram atendimento médico com sintomas como falta de ar, tontura, náuseas, irritação nos olhos e nas vias respiratórias. A maior parte recebeu alta, enquanto um grupo permanece internado para observação.

Em resposta ao acidente, a Prefeitura de Manaus autuou a empresa Innova em mais de R$ 4,5 milhões por danos ambientais e poluição atmosférica acima dos níveis considerados seguros.

O município informou que o vazamento atingiu diversos bairros da capital e orientou a população a procurar atendimento médico caso apresente sintomas como falta de ar, tosse intensa, ardência nos olhos ou na garganta, dor no peito, tontura, desmaios ou coceiras na pele. Enquanto isso, o Corpo de Bombeiros mantém um isolamento de 300 metros ao redor da fábrica e informou que o processo de contenção já reduziu significativamente a concentração do produto químico. A empresa afirmou, em nota, que adotou todas as medidas previstas nas normas ambientais e sustenta que não há risco à população ou ao meio ambiente.

Confira vídeo: