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Operação mira rede de doleiros que lavava dinheiro para chefes do PCC e bloqueia R$ 10 milhões

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Operação mira rede de doleiros que lavava dinheiro para chefes do PCC e bloqueia R$ 10 milhões

Investigação aponta que operadores movimentavam recursos do crime organizado por meio de empresas de fachada e prestavam serviços financeiros clandestinos à facção

Operação mira rede de doleiros que lavava dinheiro para chefes do PCC e bloqueia R$ 10 milhões

Foto: Divulgação/Gaecp

Por: Metro1 no dia 21 de julho de 2026 às 10:22

O Ministério Público de São Paulo (MP) deflagrou, nesta terça-feira (21), uma operação para desarticular uma organização financeira clandestina apontada como responsável por lavar dinheiro e dar aparência de legalidade aos recursos do crime organizado. Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o esquema funcionava como o braço financeiro do Primeiro Comando da Capital (PCC), atendendo desde criminosos comuns até integrantes da cúpula da facção.

A Justiça expediu 18 mandados de prisão preventiva e 18 de busca e apreensão, além de determinar o bloqueio de até R$ 10 milhões em bens e contas bancárias ligadas aos investigados e às empresas de fachada utilizadas no esquema.

De acordo com o Ministério Público, os operadores atuavam como doleiros, recebendo dinheiro em espécie de origem ilícita e transferindo os valores por meio de contas de pessoas jurídicas, sem qualquer justificativa comercial. Em troca, recebiam comissões para ocultar a origem dos recursos e reinseri-los no sistema financeiro.

As investigações também identificaram que um dos principais clientes da rede era Leonardo Monteiro Moja, conhecido como Léo do Moinho, apontado como chefe do tráfico na Favela do Moinho e integrante da cúpula do PCC. Segundo os promotores, os operadores financeiros adquiriam bens em nome próprio para ocultar o patrimônio da facção.

A apuração ganhou força após a obtenção de áudios gravados por um integrante do chamado "tribunal do crime" do PCC. As gravações, com duração de até uma hora, detalham a estrutura da organização, regras internas, histórico criminal de integrantes e conexões da facção.

Os investigadores também afirmam ter encontrado registros financeiros e planilhas que indicam relações entre os suspeitos e oficiais de alta patente da Polícia Militar de São Paulo. Segundo o MP, essa proximidade era utilizada para garantir proteção, facilitar deslocamentos e oferecer apoio estratégico ao grupo criminoso.

Outro nome citado nas investigações é o de Alexandre Salles Brito, conhecido como Buiu, apontado como responsável por movimentações financeiras de grande volume.

Além da lavagem de dinheiro, o Ministério Público afirma que a rede financeira também era utilizada para intermediar conflitos privados, incluindo disputas envolvendo imóveis de luxo na Riviera de São Lourenço, no litoral paulista, nas quais integrantes do PCC teriam atuado em favor de empresários ligados ao esquema.