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Mais de 780 mil atendimentos a mulheres foram registrados em 2025; entenda os números
Ameaças lideraram os casos, enquanto registros de perseguição e violência psicológica cresceram

Foto: José Cruz/Agência Brasil
As unidades especializadas da Polícia Civil no atendimento a mulheres registraram 782.474 atendimentos em 2025, envolvendo casos como ameaça, lesão corporal, injúria, importunação sexual, estupro e feminicídio. Os dados fazem parte do 10º Diagnóstico Nacional das Unidades de Polícia Civil Especializadas no Atendimento às Mulheres, divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública na sexta-feira (7).
Mais de 329 mil vítimas
O levantamento contabilizou 329.451 mulheres atendidas nas 530 das 585 unidades que forneceram dados para a pesquisa. O número de atendimentos é maior porque uma mesma vítima pode procurar os serviços mais de uma vez. O Sudeste concentrou 125.769 vítimas, seguido por Nordeste (53.067), Centro-Oeste (43.662), Sul (21.087) e Norte (19.712).
Entre os estados, São Paulo teve o maior número de mulheres atendidas, com 84.103 registros. A ameaça foi o tipo de ocorrência mais frequente em 2025, com 148.544 casos, seguida por lesão corporal, com 99.473, e injúria, com 88.739.
Violência e proteção
Em comparação com o levantamento anterior, referente a 2023, os maiores aumentos ocorreram nos registros de perseguição, que chegaram a 52.855 casos, alta de 44,3%, e violência psicológica, com 23.911 ocorrências, crescimento de 49,7%.
Os atendimentos também resultaram em 302.626 pedidos de medidas protetivas de urgência. Desse total, 118.672 foram concedidos, sendo 74,2% deles. O diagnóstico registrou ainda 38.214 descumprimentos das medidas pelos agressores.
Estrutura das unidades
As primeiras unidades especializadas foram criadas em 1985, com a inauguração da primeira Delegacia Especializada no Atendimento às Mulheres (Deam), em São Paulo. Atualmente, existem 585 unidades, com cerca de 6.200 profissionais, entre delegados, agentes, escrivães, psicólogos e assistentes sociais.
Apesar da expansão, o diagnóstico aponta problemas na estrutura. Cerca de 80% das unidades não funcionam 24 horas. Entre as principais dificuldades estão a falta de recursos para investigação, citada por 57% das unidades, a falta de viaturas, apontada por 46%, e a insuficiência de materiais de menor potencial ofensivo, mencionada por 40%.
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