
Brasil
MPF pede suspensão de licença da Petrobras para perfuração na Margem Equatorial
Órgão cita possíveis impactos sobre comunidades tradicionais, enquanto estatal afirma que estudos não identificaram danos socioambientais diretos

Foto: Antonio Augusto/MPF
O Ministério Público Federal (MPF) pediu ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) a suspensão imediata da licença de perfuração da Petrobras no bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas. O órgão afirma que 17 municípios do Pará estão na área de influência do empreendimento e relata possíveis impactos sobre indígenas, quilombolas e pescadores artesanais. As informações são da CNN
O MPF quer que as atividades sejam suspensas até a realização de consulta prévia às comunidades tradicionais da costa do Pará, além de estudos pesqueiros, plano de compensação e redelimitação da área de influência. O órgão também defende que o processo permaneça na Justiça Federal do Pará.
A Petrobras afirma que as atividades estão na fase de pesquisa exploratória e que os estudos não identificaram impactos socioambientais diretos sobre comunidades ou terras indígenas. A estatal diz ainda ter realizado mais de 80 reuniões e audiências públicas em 22 municípios do Pará e do Amapá antes da perfuração. Em 14 de agosto, a empresa anunciou a descoberta de petróleo de boa qualidade no poço Morpho.
No dia 3, o Ibama retificou a licença para permitir a perfuração de mais três poços, além do Morpho, localizado a cerca de 175 km da costa do Amapá. A Petrobras afirma que cumpre as exigências ambientais e mantém as operações no local, além de defender que o aeroporto de Oiapoque é utilizado dentro de sua capacidade licenciada.
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