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Fraude de R$ 6,5 milhões no sistema previdenciário usava laudos falsos e empregos fictícios; entenda

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Fraude de R$ 6,5 milhões no sistema previdenciário usava laudos falsos e empregos fictícios; entenda

Investigação identificou 172 benefícios sob suspeita, com prejuízo estimado em R$ 6,57 milhões aos cofres públicos

Fraude de R$ 6,5 milhões no sistema previdenciário usava laudos falsos e empregos fictícios; entenda

Foto: Divulgação/PF

Por: Metro1 no dia 22 de setembro de 2026 às 10:46

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (22), a Operação Laudo Cego para investigar um grupo suspeito de fraudar benefícios previdenciários por incapacidade temporária. A investigação identificou 172 benefícios sob suspeita, com prejuízo estimado em R$ 6,57 milhões aos cofres públicos.

Cerca de 150 policiais cumprem 39 mandados de busca e apreensão no Maranhão e em outros cinco estados. A PF apura a participação de servidores públicos, profissionais da saúde, contadores, empresários e intermediários. Segundo a investigação, cada integrante teria uma função específica.

Como funcionava o esquema

Entre as suspeitas estão a emissão de laudos médicos falsos, a criação de vínculos de emprego que nunca existiram e a inserção de informações falsas nos sistemas previdenciários. A investigação também apura o recrutamento de pessoas para receber os benefícios e a movimentação do dinheiro obtido com as fraudes.

A maior parte dos mandados é cumprida no Maranhão, em cidades como São Luís, Paço do Lumiar e São José de Ribamar. Também há ações em Santa Rosa (RS), Cotia (SP), Parauapebas (PA), Parnaíba (PI) e Ubajara (CE). A Justiça autorizou ainda a quebra dos sigilos bancário e fiscal e o bloqueio de bens e valores dos investigados.

A estimativa da inteligência previdenciária é que a suspensão dos pagamentos suspeitos evite mais R$ 1,01 milhão em prejuízos. A operação surgiu após a análise de materiais apreendidos na Operação Camisaria, realizada em setembro de 2024. Os investigados podem responder por crimes como estelionato previdenciário, falsificação de documento público, organização criminosa e lavagem de dinheiro.