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Bancários entram em greve a partir do dia 6 em todo o país

Os trabalhadores pedem um reajuste de 14,78% no salário, que, segundo Fagundes, seria a inflação mais 5% de reajuste real. O sindicato reivindica ainda o aumento do quadro de empregados, para reduzir as filas de atendimento nas agencias, investimentos em segurança e infraestrutura. [Leia mais...]

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Foto : Reprodução / Agência Brasil

Por Camila Tíssia no dia 02 de Setembro de 2016 ⋅ 06:29

Os bancários de diversos estados recusaram a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e decidiram entrar em greve nacional a partir do dia 6 de setembro. A última assembleia foi realizada na noite dessa quinta-feira (1º). De acordo com informações divulgadas nos sites da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) e da Conderação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (Contec), os trabalhadores de algumas cidades e estados ainda vão fazer assembleias nesta sexta-feira (2) para decidir se aderem, ou não, à paralisação nacional.

Ao Metro1, o presidente do Sindicato dos Bancários, Euclides Fagundes, já tinha dito acreditar que a paralisação seria aprovada. “Achamos que vai aprovar [a greve], porque os bancos apresentaram uma proposta de reajuste de 6,5%, numa inflação de mais de 9%. Então, a expectativa é de aprovar a greve”, disse. Os trabalhadores pedem um reajuste de 14,78% no salário, que, segundo Fagundes, seria a inflação mais 5% de reajuste real. O sindicato reivindica ainda o aumento do quadro de empregados, para reduzir as filas de atendimento nas agencias, investimentos em segurança e infraestrutura. 

A proposta da Fenaban foi apresentada no dia 29 e oferece aos bancários reajuste de 6,5% no salário e nos auxílios refeição, alimentação, creche, e abono de R$ 3 mil, além de participação nos lucros e resultados (PLR). Segundo a Contraf, a proposta da entidade patronal não cobre a inflação do período, projetada em 9,57% para agosto deste ano, e representa perdas de 2,8% para a categoria. 

Entre as cidades e os estados que tiveram assembleias em que os bancários confirmaram a greve estão Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Espirito Santo, Tocantis, Maranhão, Espírito Santo, Pernambuco, Pará, Sergipe, Cuiabá, Curitiba, Brasília, Porto Alegre, Belo Horizonte, e cidades dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, como as duas capitais, Campinas (SP), Bauru (RJ), Angra dos Reis (RJ) e Campos dos Goytacazes (RJ).

Ainda no site da Fenaban, a entidade disse que a proposta enviada aos bancários “mostra o empenho dos bancos por uma negociação rápida e equilibrada, capaz de garantir a satisfação e o bem-estar dos empregados do setor em um momento de dificuldades e incertezas na economia brasileira.”

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