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Iphan reconhece caboclinhos como patrimônio cultural imaterial

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Iphan reconhece caboclinhos como patrimônio cultural imaterial

Nesta quinta-feira (24), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) reconheceu os caboclinhos, expressão da cultura popular de tradição centenária, sobretudo em Pernambuco, como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. O registro foi aprovado pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do órgão, em reunião realizada em Brasília. [Leia mais...]

 Iphan reconhece caboclinhos como patrimônio cultural imaterial

Foto: Fotos Públicas

Por: Yasmin Garrido no dia 24 de novembro de 2016 às 15:50

Nesta quinta-feira (24), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) reconheceu os caboclinhos, expressão da cultura popular de tradição centenária, sobretudo em Pernambuco, como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. O registro foi aprovado pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do órgão, em reunião realizada em Brasília.

Cultura presente também no Rio Grande do Norte, na Paraíba, em Alagoas e Minas Gerais, os caboclinhos são considerados uma homenagem aos primeiros habitantes do território brasileiro. Os grupos, alguns com mais de 100 anos e ainda ativos, se apresentam nas ruas vestidos com penas e pedrarias, em uma releitura carnavalesca dos trajes indígenas tradicionais, e dançam com agilidade os diferentes toques que representam temas de rituais da população indígena.

“Tem o toque de guerra, que é a preparação para o combate; o de perré, para pedir a chuva; o de baião, que é mais festivo, usado para comemorar qualquer coisa que a tribo quisesse; e o toré, que tem um aspecto religioso”, ensina o presidente do Clube Carnavalesco Tribo Indígena Tupã, do Recife, e secretário da Associação Carnavalesca dos Caboclinhos e Índios de Pernambuco (Accipe), Amauri Rodrigues de Amorim.

A estimativa da associação de Pernambuco é que existam cerca de 70 grupos de caboclinhos  no estado, 30 apenas no Recife. “O meu é dos mais novos, tem 39 anos”, diz Amorim. Para fabricar as roupas e instrumentos, as agremiações recebem apoio financeiro do Poder Público e, no caso do Grupo Tupã, da prefeitura, ale? de complementarem a renda com bingos e outras atividades para angariar recursos. “A gente espera que, além do reconhecimento da nossa cultura, o título traga mais oportunidade fora de Pernambuco, e que o valor pago pela prefeitura tenha uma aumento”, diz o presidente do grupo.

O governo do estado fez o pedido de registro como patrimônio imaterial do Brasil desde agosto de 2013, mesma ocasião em que foram solicitados os registros do maracatu nação, maracatu de baque solto e o cavalo narinho, expressões culturais transformadas em patrimônio nacional em dezembro de 2014.

O secretário de cultura de Pernambuco, Marcelino Granja, afirma que o apoio do Poder Público também é necessário para perpetuar a arte. “A gente precisa ajudar as sedes desses blocos, precisa se preocupar com a formação de novos mestres dessa arte”. Ele cita também o ganho de autoestima e de visibilidade da cultura como benefícios do título.