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2016 foi ano mais produtivo da Lava Jato, diz MPF-PR

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2016 foi ano mais produtivo da Lava Jato, diz MPF-PR

Um balanço divulgado na última quinta-feira (29) apontou que, apenas em 2016, foram deflagradas 17 operações e oferecidas 20 denúncias contra acusados pelos crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiros e organização criminosa pelo Operação Lava Jato. Isso representa o ano mais produtivo para a operação desde o seu início em 2014, de acordo com o Ministério Público Federal do Paraná (MPF-PR). Foram mais de 120 condenações e mais de 1.200 anos de pena. [Leia mais...]

2016 foi ano mais produtivo da Lava Jato, diz MPF-PR

Foto: Comunicação Social JFPR

Por: Laura Lorenzo no dia 30 de dezembro de 2016 às 14:37

Um balanço divulgado na última quinta-feira (29) apontou que, apenas em 2016, foram deflagradas 17 operações e oferecidas 20 denúncias contra acusados pelos crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiros e organização criminosa pelo Operação Lava Jato. Isso representa o ano mais produtivo para a operação desde o seu início em 2014, de acordo com o Ministério Público Federal do Paraná (MPF-PR). Foram mais de 120 condenações e mais de 1.200 anos de pena.

Em 2016 ocorreu ainda a terceira restituição de recursos aos cofres da Petrobras, por meio de acordos de delação premiada e de leniência. Apenas em novembro foram devolvidos à empresa mais de R$ 204 milhões, maior soma já devolvida pela justiça criminal brasileira a uma vítima. Desde o seu início, a operação restitui cerca de R$ 500 milhões à Petrobras.

Ainda de acordo com o balanço, foram cumpridos 103 mandados de prisão temporária, 79 de prisões preventivas, 730 de busca e apreensão, 197 de condução coercitiva e seis prisões em flagrante. De acordo com a apuração da procuradoria paranaense, a soma de propinas pagas no esquema superam R$ 6,4 bilhões. Já o prejuízo total ultrapassa os R$ 40 bilhões.

O balanço do MPF-PR menciona ainda o projeto de iniciativa popular conhecido como pacote anticorrupção, que de acordo com a nota divulgada foi desfigurado pela Câmara dos Deputados para inibir a atuação dos procuradores. Para a procuradoria, as alterações feitas foram “claramente retaliatórias”. O ministério critica ainda a lei de abuso de autoridade e outras iniciativas apresentadas no Congresso.

As mudanças propostas pelos parlamentares teriam o intuito de abrir a possibilidade de impunidade e anistia para crimes graves de corrupção e lavagem de dinheiro.“Se queremos uma economia forte, precisamos passar pela diminuição dos índices de corrupção. Dizer que o combate à corrupção prejudica a economia não só ignora as reais causas da crise como também que o caminho para o desenvolvimento econômico e social passa pelo enfrentamento desse mal", disse o procurador Orlando Martello.