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Pedagoga tem turbante arrancado por grupo de jovens em festa de Minas Gerais

Pedagoga e membro do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR), Dandara Tonantzin Castro, de 22 anos, ainda está em choque. Tudo porque teve um turbante dourado, que usava, arrancado por um grupo de estudantes, durante uma festa de formatura na cidade de Uberlândia, em Minas Gerais, no final de semana. [Leia mais...]

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Foto : Reprodução/ Facebook

Por Matheus Morais no dia 25 de Abril de 2017 ⋅ 11:35

Pedagoga e membro do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR), Dandara Tonantzin Castro, de 22 anos, ainda está em choque. Ela teve um turbante dourado, que usava, arrancado por um grupo de estudantes, durante uma festa de formatura na cidade de Uberlândia, em Minas Gerais, no final de semana. Segundo Dandara, um grupo de rapazes começou a ofendê-lá e um deles arrancou o acessório de sua cabeça.

“Me senti extremamente violada, nua. Parece que tinham arrancado a minha roupa. Para nós, mulheres negras, o turbante não é simplesmente um acessório. É um símbolo importante de identidade e resistência”, disse em entrevista ao portal G1.

Dandara prestou queixa na companhia de Polícia Militar do Bairro Santa Mônica neste domingo (23) e alegou que foi agredida. No boletim, ela conta que estava na arena de eventos Palácio de Cristal, onde acontecia a formatura da faculdade de Engenharia Civil da UFU, quando seis rapazes a cercaram. Além de criticá-la pela forma que se vestia, os jovens usaram termos ofensivos e arremessaram cerveja contra ela.

A pedagoga relatou o caso, extensamente, em sua página pessoal no Facebook. Ela diz que acionou seguranças da casa de eventos e os agressores foram expulsos do local. Já o boletim de ocorrência da polícia consta que a vítima se deslocou até o banheiro e um grupo de mulheres que estava no ambiente também começou a zombar e fazer insinuações preconceituosas, inclusive ameaçando a jogar urina e fezes na jovem, por ela ter sido responsável pela retirada dos namorados da festa.

Um dos agressores foi identificado e Dandara espera a instauração de inquérito para esclarecimento dos fatos. A pedagoga também acionou a Ouvidoria do governo federal para relatar a agressão. Os advogados de Dandara também prometem levar o caso ao Ministério Público.

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