
Brasil
Medicina da USP vai adotar cotas raciais e aderir ao Enem pela 1ª vez na história
A Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) vai aplicar, pelas primeira vez em mais de 100 anos de história, uma política de cotas raciais para os ingressantes no curso de graduação em medicina, que é o mais prestigiado do país. [Leia mais...]

Foto: Divulgação/Marcos Santos/USP Imagens
A Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) vai aplicar, pelas primeira vez em mais de 100 anos de história, uma política de cotas raciais para os ingressantes no curso de graduação em medicina, que é o mais prestigiado do país.
A Congregação da faculdade (órgão máximo de decisão da FMUSP) aprovou na última sexta-feira (30) a adesão parcial ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que usa a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para selecionar estudantes. De acordo com o site G1, o diretor da FMUSP, professor José Otávio Costa Auler Júnior, informou que 50 das 175 vagas de medicina em 2018 serão selecionadas via Sisu/Enem, e 125 continuarão oferecidas pela Fuvest. \'Quem trouxe a proposta foi o Conselho de Graduação. É uma proposta bem completa. Foi aprovada sem modificação. Foi uma votação bem expressiva\', disse. Ainda de acordo com o diretor, os demais cursos da faculdade (fonoaudiologia, fisioterapia e terapia ocupacional) também terão uma parte das vagas destinadas ao Sisu. No total, 8,6% de todas as vagas para novos alunos em 2018 será reservada para pretos, pardos e indígenas.
No curso de fisioterapia, 22 vagas seguirão na Fuvest, e três serão destinadas, pelo Sisu, a estudantes de escola pública PPI. Das 25 vagas do curso de fonoaudiologia, cinco vão ser para o Sisu (três para estudantes de escola pública, e duas para estudantes de escola pública que se autodeclarem pretos, pardos e indígenas). Já no curso de terapia ocupacional, também serão 25 vagas, e três selecionadas pelo Sisu (duas para alunos de escola pública e uma para alunos de escola pública PPI).
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