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Após dois anos da maior tragédia ambiental do país, no município mineiro de Mariana, as águas da bacia do Rio Doce continuam impróprias para consumo humano e pesca, irrigação e produção de alimentos em todos os pontos analisados pela Fundação SOS Mata Atlântica, ao longo de 733 quilômetros. [Leia mais...]

Foto: Felipe Werneck / Ascom/Ibama
Dois anos após a maior tragédia ambiental do país, no município mineiro de Mariana, as águas da bacia do Rio Doce continuam impróprias para consumo humano e pesca, irrigação e produção de alimentos em todos os pontos analisados pela Fundação SOS Mata Atlântica, ao longo de 733 quilômetros, por onde correu o rastro de lama liberado pelo rompimento da barragem de Fundão, pertencente à mineradora Samarco.
A bacia do Rio Doce foi contaminada no 5 de novembro de 2015, em um incidente que devastou a vegetação nativa e poluiu toda a bacia, atingindo outros municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo. Dezenove pessoas morreram e diversas comunidades foram destruídas na tragédia.
A Fundação SOS Mata Atlântica realizou uma expedição, entre os dias 11 e 20 de outubro, que percorreu o rastro da lama ao longo do Rio Doce, desde os seus formadores até uma centena de afluentes que formam a bacia e banham 29 municípios e distritos dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo. A água não foi considerada boa ou ótima, na escala de avaliação da entidade, em nenhum desses pontos.
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