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Dois anos após tragédia em Mariana, águas do Rio Doce continuam impróprias para consumo

Após dois anos da maior tragédia ambiental do país, no município mineiro de Mariana, as águas da bacia do Rio Doce continuam impróprias para consumo humano e pesca, irrigação e produção de alimentos em todos os pontos analisados pela Fundação SOS Mata Atlântica, ao longo de 733 quilômetros. [Leia mais...]

[Dois anos após tragédia em Mariana, águas do Rio Doce continuam impróprias para consumo]
Foto : Felipe Werneck / Ascom/Ibama

Por Laura Lorenzo no dia 07 de Novembro de 2017 ⋅ 16:46

Dois anos após a maior tragédia ambiental do país, no município mineiro de Mariana, as águas da bacia do Rio Doce continuam impróprias para consumo humano e pesca, irrigação e produção de alimentos em todos os pontos analisados pela Fundação SOS Mata Atlântica, ao longo de 733 quilômetros, por onde correu o rastro de lama liberado pelo rompimento da barragem de Fundão, pertencente à mineradora Samarco.

A bacia do Rio Doce foi contaminada no 5 de novembro de 2015, em um incidente que devastou a vegetação nativa e poluiu toda a bacia, atingindo outros municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo. Dezenove pessoas morreram e diversas comunidades foram destruídas na tragédia.

A Fundação SOS Mata Atlântica realizou uma expedição, entre os dias 11 e 20 de outubro, que percorreu o rastro da lama ao longo do Rio Doce, desde os seus formadores até uma centena de afluentes que formam a bacia e banham 29 municípios e distritos dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo. A água não foi considerada boa ou ótima, na escala de avaliação da entidade, em nenhum desses pontos.

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