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Eliana Calmon defende Lava Jato, mas acha continuidade ʹdifícilʹ

"O Brasil não vai ser como era antes da Operação Lava Jato", disse a ministra aposentada do STJ (Superior Tribunal de Justiça), Eliana Calmon, na manhã de hoje. Em entrevista a Mário Kertész, na Rádio Metrópole, ela voltou a reafirmar a relevância das ações da Polícia Federal (PF) e Ministério Público Federal (MPF) e defendeu: "Não podemos esmurecer". [Leia mais...]

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Foto : Elza Fiuza/ABr

Por Gabriel Nascimento e Matheus Morais no dia 28 de Março de 2018 ⋅ 08:26

"O Brasil não vai ser como era antes da Operação Lava Jato", disse a ministra aposentada do STJ (Superior Tribunal de Justiça), Eliana Calmon. Em entrevista a Mário Kertész, na Rádio Metrópole, ela voltou a reafirmar a relevância das ações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal e defendeu: "Não podemos esmurecer".

"Essa operação foi um divisor de águas, que começa com o Mensalão. Desde o início, há uma série de situações em que o Parlamento tenta barrar a Lava Jato. Nós tivemos o exemplo da Itália com a Operação Mãos Limpas, tudo igual. Mas eu ainda tenho um fio de esperança que a Lava Jato continue, mas acho difícil", acrescentou.

Segundo a ex-ministra, o Supremo Tribunal Federal (STF) falhou com os brasileiros. "[A Lava Jato] pegou empresários, funcionários de segundo escalão e quando chegou nos políticos fez toda essa confusão, com o aval do STF. Estou triste como brasileira. Mas estamos lutando [...] e não podemos esmurecer. Caminhamos a passos largos para uma mudança radical", concluiu.

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