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“Ela teve uma educação peculiar”, diz Mary Del Priore sobre Condessa de Barral

Mary Del Priore falou, nesta segunda-feira (16), durante o Entre Páginas Especial, sobre a nobre brasileira Luísa Margarida de Barros Portugal, que ficou conhecida como Condessa de Barral, que foi a grande paixão do imperador D. Pedro II. Segundo a historiadora, Luísa Margarida nasceu na capital baiana, quando D. Pedro fez a emancipação do país. [Leia mais...]

“Ela teve uma educação peculiar”, diz Mary Del Priore sobre Condessa de Barral

Foto: Tácio Moreira/ Metropress

Por: Paloma Andrade e Matheus Simoni no dia 16 de novembro de 2015 às 17:50

Mary Del Priore falou nesta segunda-feira (16), durante o Entre Páginas Especial, no Teatro Eva Herz, na Livraria Cultura do Salvador Shopping, sobre a nobre brasileira Luísa Margarida de Barros Portugal, que ficou conhecida como a Condessa de Barral e que foi a grande paixão do imperador D. Pedro II. Segundo a historiadora, Luísa Margarida nasceu na capital baiana, quando D. Pedro fez a emancipação do país. 

“Mas ele [D. Pedro II] precisava de um embaixador lá para vender seu peixe. Ele mandou o pai da Condessa de Barral. Ele [pai da condessa] cria um jornal de poesias em Salvador, ele era Maçom. Tinha correspondência com Londres e foi um grande abolicionista que tivemos no Brasil. Quando ele [pai de Luísa] muda para o Brasil, ele ja deixa boa parte dos escravos livres”, contou a ex-professora da USP.

De acordo com Priore, o pai da Condessa de Barral ainda teve dois filhos, que acabaram morrendo. Ficaram apenas ele e a filha. “Ela [Condessa] tem uma educação peculiar, aprende a nadar no Rio Sena, vai às operas. Cria-se uma cabeça liberal na menina. O pai decreta que ela vai casar com o Cotegipe, da idade do pai dela. Ela diz: 'Tudo bem papai, mas eu quero casar com um par de olhos azuis que conheci'. Esse é o Eugene de Barral, que tem um belíssimo par de olhos azuis. E mais nada, ele não tinha um tostão furado. E isso era horrível, porque o casamento se valia da união das fortunas”, explicou. 

A historiadora contou, ainda, que Luísa Margarida tomava conta das propriedades e vigiava parte dos escravos. “Ela convivia com os escravos de modo que ela ia nas casas deles e nas senzalas. Sabia da vida de todos e anotava tudo. Quem deitava com quem, quem comia quem e quem saia com quem. Nessa vida toda, ela passa pelas revoltas do recôncavo. É incrível como ela tomava conta das suas propriedades”.