
Carnaval
Promotor do MP defende integração contra crimes no Carnaval: “não é período sem lei”
Em entrevista à cobertura Carnaval da Macaco, neste sábado (14), Artur Ferrari detalhou esquema de plantão e integração institucional

Foto: Macaco Gordo
A atuação do Ministério Público no Carnaval foi detalhada pelo promotor de Justiça Artur Ferrari em entrevista exclusiva à cobertura Carnaval da Macaco, realizada pela Macaco Gordo, em parceria com o Grupo Metropole, neste sábado (14). Ele afirmou que o órgão mantém plantão permanente e planejamento iniciado já na Quarta-feira de Cinzas do ano anterior, com reforço de equipes para assegurar serviços durante a festa, especialmente no enfrentamento a crimes sexuais, violência contra mulheres e minorias, além da fiscalização de outras irregularidades.
“O Ministério Público vem há muitos anos já numa atuação intensa no plantão de carnaval. A gente costuma dizer que na quarta-feira de cinzas começa nosso planejamento para o ano que vem. Então, esse ano a gente é a maior atuação nossa em plantão de carnaval. São mais de 170 servidores e membros atuando intensamente no carnaval”, disse.
Segundo Artur Ferrari, há equipe multidisciplinar e articulação com Polícia Civil, Polícia Militar e secretarias municipais e estaduais. Ele destacou campanhas educativas como o “não é não”, atendimento especializado para evitar revitimização e estrutura 24 horas nos circuitos Barra-Ondina e Campo Grande, além do Disque 127 para denúncias que envolvem desde abusos até questões ambientais e direitos da infância.
“O Carnaval não é período de suspensão de lei, nem nada não. Então, o Ministério Público está aqui para garantir que esses direitos sejam concretizados na prática”, acrescentou. Ao informar os pontos físicos de apoio, o promotor explicou que o atendimento ocorre 24 horas no Circuito Campo Grande, na praça, e no Circuito Barra-Ondina, em frente ao antigo ISBA, no Teatro Faresi, próximo às Gordinhas.
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