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'Sabia que lá na frente eu iria lutar por justiça', diz apresentadora sobre ofensas racistas de socialite
Naama Rodrigues acusa a ex-mulher do namorado, Ana Cristina Guedes, Tininha, como autora das ofensas

Foto: Reprodução
A apresentadora de TV e empresária baiana Naama Rodrigues comentou, em entrevista à Rádio Metrópole hoje (16), os ataques que sofre de injúria racial pela ex-mulher do namorado, Ana Cristina Guedes, mais conhecida como Tininha Guedes. Em um dos áudios anexados à denúncia feita por Naama na 23ª Delegacia Territorial em Lauro de Freitas, desde 2019, Tininha diz: “Vadia, safada, cabelo de chapinha [...] você está perdendo a sua reputação e clientes por causa disso [andar com homem supostamente casado]. Se ligue que a minha guerra é pesada, tenho mais poder, dinheiro e conhecimento que você, conheço a Bahia inteira”.
“Ela não tem nada contra mim. Eu nunca discuti nem por palavras. Então todos os audios dela são só dela, ela não tem nada meu. Eu sempre a deixei muito à vontade para fazer as barbáries que ela sempre quis, porque sabia que lá na frente eu iria lutar pela justiça. É o que estou fazendo agora. Para chegar a esse ponto de me expor, é porque realmente preciso ver algo acontecer ou vou começar a acreditar que ela tem costas largas. Eu fui de novo à delegacia e eles perderam meus áudios. Levei de novo e registrei queixa na ouvidoria", disse Naama.
A advogada Camila Garcez também participou da entrevista e disse acreditar que a atitude de Tininha se enquadra no crime de racismo, não somente de injúria racial.
"É um crime de racismo porque ofensa não é só contra Naama, enquanto mulher negra e pobre, a ofensa é contra todos os irmãos negras que estão na mesma condição. Isso é um crime contra dignidade da pessoa humana, e é crime de ação penal pública incondicionada que tinha que estar nas mãos do Ministério Público", disse Camila. E continua: "A Constituição Cidadã tem mais de 30 anos e considera o crime de racismo como inafiançável e imprescritível. Mas, muitos crimes de racismo não são visualizados estatisticamente como condenações de pessoas. Há um abrandamento com crime de injúria racial quando a gente sabe que muitos crimes perpetrados são, na verdade, de racismo”.
Ana Cristina Guedes, a Tininha, trabalha na revista do Yacht Clube da Bahia e utilizou o perfil da revista para difamar Naama. A Rádio Metrópole segue acompanhando a denúncia na 23ª Delegacia Territorial.
Em nota, o Yacht Clube da Bahia afirma que Ana Cristina Guedes não é sua funcionária.
Confira a nota na íntegra:
Com relação à denúncia de racismo feita pela empresária baiana, Naama Rodrigues, contra Ana Cristina Guedes, mais conhecida como Tininha Guedes, veiculada pela Rádio Metrópole nesta quarta-feira (16), o Yacht Clube da Bahia esclarece que:
Ana Cristina Guedes não é funcionária do Yacht Clube da Bahia;
A Revista do Yacht teve sua circulação suspensa em dezembro de 2019;
A Revista Yacht Mais, à qual Tininha Guedes presta serviços, não é uma publicação do Yacht Clube da Bahia e seu conteúdo e suas redes sociais não são de nossa responsabilidade.
O Yacht Clube da Bahia repudia todo e qualquer caso de injúria racial ou racismo.
Confira a entrevista completa aqui
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