Sábado, 19 de junho de 2021

Cidade

Sindicato dos professores sinaliza diálogo com prefeito sobre volta às aulas

Rui Oliveira disse que ainda não recebeu contato de Bruno Reis, que prometeu se reunir com a categoria

Sindicato dos professores sinaliza diálogo com prefeito sobre volta às aulas

Foto: Divulgação Smed

Por: Rodrigo Meneses no dia 17 de maio de 2021 às 15:27

O coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB), Rui Oliveira, disse estar aberto ao diálogo para encontrar uma saída comum para o retorno das aulas presenciais em Salvador e aguarda o contato do prefeito Bruno Reis (DEM). Na manhã desta segunda-feira (17), o chefe do executivo municipal reclamou que apenas 15% dos professores retornaram às atividades presenciais , retomadas no último dia 03 de maio.

A APLB aprovou o estado de greve na última quinta-feira (13) e hoje pela manhã fez uma carreata em favor do retorno após a imunização completa, com a aplicação da segunda dose da vacina Oxford/Astrazeneca entre julho e agosto. “Qualquer coisa que coloque a vida em risco somos contra”, destacou Rui Oliveira. “Tem oito professores que tomaram a vacina, mas mesmo assim contraíram a Covid e estão internados. Não podemos brincar com vidas humanas. Em um mês não vai recuperar a educação”, completou.

O coordenador geral da APLB ainda lembrou que apenas Salvador e Mata de São João decidiram iniciar as aulas presenciais. “Será que os outros 415 municípios do estado estão errados e só Salvador e Mata de São João estão certos?”, questionou.

Procurada pelo Metro 1, a Secretaria Municipal de Educação (Smed) informou, por meio de nota, que as 431 unidades de ensino foram adequadas aos protocolos sanitários, observando o distanciamento, a higiene das mãos, adotando o rodízio, os cuidados com a entrada e a saída, entre outros. A Smed considera que há um alto grau de segurança que possibilita a volta às aulas.

A nota ainda lembra que todos os professores e trabalhadores das escolas municipais foram vacinados “com o imunizante da Oxford/Astrazeneca, que, conforme comprovam vários estudos científicos, apresenta uma alta proteção (acima de 70%) cerca de 22 dias após a aplicação da 1ª dose”, diz trecho da nota.

A nota finaliza pedindo “uma conscientização da categoria tanto sobre a questão científica relativa à vacina, quanto sobre a importância de retomar as aulas semipresenciais para garantir a educação dos alunos municipais, que em grande número são oriundas de famílias em vulnerabilidade social”, finaliza.

 

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