Quinta-feira, 05 de março de 2026

Faça parte do canal da Metropole no WhatsApp

Home

/

Notícias

/

Cidade

/

Secretário minimiza números e atribui contaminação dos professores à falta de cuidados

Cidade

Secretário minimiza números e atribui contaminação dos professores à falta de cuidados

Levantamento produzido pela APLB aponta 45 casos de Covid-19 em unidades de ensino de Salvador desde o início das aulas semipresenciais

Secretário minimiza números e atribui contaminação dos professores à falta de cuidados

Foto: Reprodução/Youtube

Por: Geovana Oliveira no dia 20 de maio de 2021 às 19:02

O secretário municipal da Educação, Marcelo Oliveira, minimizou a possível infecção de professores da rede municipal de Salvador pela Covid-19 e atribuiu as contaminações ao próprio cuidado dos profissionais. As declarações foram dadas nesta quinta-feira (20) em entrevista ao Jornal da Cidade, na Rádio Metropole.

"Apenas 2,5% dos alunos esperados para cada turno estão frequentando a escola, ou seja, é uma adesão muito baixa. Então, eu fico imaginando que alteração aconteceu na vida desses professores, com tão poucos alunos indo para a escola, que tenha provocado esse aumento [de casos da Covid-19] que a APLB está atribuindo ao retorno às aulas", disse, antes de completar: "se o professor, o funcionário, tem um comportamento inadequado de não manter o distanciamento, não usar máscara, não fazer higiene, que são as três medidas principais de prevenção para o contágio da Covid-19 e ele, por acaso, é vinculado à escola, aí vem a informação de que a escola é um ponto de contaminação. Isso carece de evidências", afirma.  

Um levantamento produzido pela APLB, associação de professores da rede pública da Bahia, aponta 45 casos de Covid-19 em unidades de ensino de Salvador desde o início das aulas semipresenciais. O documento, que foi publicado na terça-feira (18), lista casos tanto em professores, alunos e demais profissionais das escolas. 

Marcelo Oliveira pontuou ainda que "estudos desenvolvidos no mundo inteiro apontam que a contaminação de criança para adulto é de possibilidade muito remota".