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Segundo o Ministério Público da Bahia, a Sedur enviou documento atestando que a área está devidamente licenciada

Foto: Divulgação
Moradores do bairro de Mussurunga realizaram na última quarta (9), um protesto contra o desmatamento em uma área remanescente da Mata Atlântica. Segundo eles a obra representa um risco para a comunidade. Ao Metro1, um morador do bairro declarou temer que, com a obra, possam ocorrer deslizamentos de terra.
"Até porque já teve casas que Codesal condenou, mandando que as pessoas tomassem cuidada a ponto de futuramente, se acontecer um deslize de terra, a pessoa ter que sair de sua casa. A gente não quer que isso aqui se torne como alguns bairros de Salvador que vivem essa angústia de toda vez que chove a sirene tocar e ter que ir dormir nas escolas", conta Fábio de Sousa, morador do bairro há 39 anos.
Fábio explicou ainda que para acabar com um rio, estão aterrando sua nascente. Contudo, a terra utilizada é do "fundo das casas", que assim, estariam tornando-se abismos, formando uma encosta, favorecendo o deslizamento. "Eles ainda acabaram com as canalização de esgoto que tinha no fundo das casas, e sem uma proposta de refazer o que estão desmanchando", acrescenta.
A obra é realizada pela empresa ATF Patrimonial nos setores J e L de Mussurunga. "Nós [moradores] procuramos o Ministério Público, Urbes, Conder, Sedurc do município. Apenas o Inema veio aqui e fez algumas notificações. Estamos sem nenhuma assistência por parte dos gestores públicos para dizer que obra é essa", diz Fábio.
Procurado pelo Metro1, o Ministério Público da Bahia respondeu, através de nota, que "recebeu um documento da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur) atestando que a área está devidamente licenciada, no entanto a promotora de Justiça Ana Luzia Santana ainda está investigando o caso".
A empresa ATF Patrimonial também foi procurada, mas não respondeu até a publicação desta matéria.
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