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Após coletivos acusarem MAM de racismo, diretores se reúnem com moradores do Solar do Unhão
Na segunda-feira, coletivos de moradores divulgaram publicamente manifesto crítico à atual gestão do equipamento cultural por supostos desrespeitos à comunidade

Foto: Reprodução/Redes Sociais
Os diretores do MAM, Pola Ribeiro, e do IPAC (Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia), João Carlos Oliveira, se reuniram com moradores da comunidade Solar do Unhão, vizinha do museu, nesta terça-feira (17), um dia após a Associação de Moradores do bairro, o Museu Street Art Salvador (MUSAS) e o Coletivo de Entidades Negras (CEN) divulgarem publicamente manifesto crítico à atual gestão do equipamento cultural por supostos desrespeitos à comunidade.
Na segunda-feira (16), os coletivos de moradores acusaram a diretoria do Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM) de racista e fizeram reivindicações. Entre elas estão a reforma de escada de acesso à praia das pedras; a liberação do acesso de ambulantes e moradores à Prainha (faixa de areia dentro do museu) por meio do Parque das Esculturas; a construção de uma quadra esportiva em área não tombada entre o museu e a comunidade; a pintura do muro de acesso ao bairro; entre outras questões do dia a dia do território, relacionadas, por exemplo, a capacitação e empregabilidade local.
“MAM RACISTA. Para a elite, píer e casarão. Para a comunidade, arame farpado”, escrevem no manifesto acerca do arame farpado que foi adicionado no muro que separa o MAM do Solar após reformas. “Nem sequer a própria Lina Bo Bardi se acomodaria com a antítese de duas escadas. Uma delas no centro do Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA), aclamada em todo o mundo. Já a outra, descuidada e sem a menor dignidade, no epicentro do Solar Unhão”, acrescentam.
A reunião, provocada a pedido dos diretores, por intermediação do IPAC, acontecerá na pista de acesso ao Solar do Unhão, entre o MAM e a comunidade, e tratará das reivindicações dos moradores.
Os moradores do Solar do Unhão programavam manifestação para 13h, durante a reabertura do museu, que acontece nesta terça-feira após oito anos de obras e um investimento total de R$ 30 milhões.
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